Harriet foi drogada e vítima de abusos aos 13 anos. Agressora era a irmã
- 13/02/2026
Harriet Richards tinha apenas 13 anos quando começou a ser abusada sexualmente. Durante dois anos, a menina viu ser-lhe roubada a inocência, a confiança e a sua infância. A agressora era a sua irmã mais velha.
A história é contada pelo Scottish Daily Mail. Harriet tinha 13 anos quando começou a ser drogada e obrigada a beber álcool, para que cometesse atos sexuais com uma mulher, em transmissões online para estranhos.
A sua agressora era Jassey Snooks, uma mulher de 26 anos, mãe de dois filhos e que era, também, sua irmã. Um facto que torna esta história ainda mais hedionda.
"Ela não era uma vizinha ou um amigo da família. Era a minha irmã mais velha. Ela pegou-me nos seus braços quando eu era bebé. Era a pessoa em quem eu mais confiava no mundo. Eu adorava-a", afirma Harriet, que vive na Inglaterra.
A mulher que nunca quis esconder a sua identidade, para ser um exemplo para outras vítimas, revela que se tratou do crime perfeito, porque ninguém imaginaria que quando as duas irmãs ficavam sozinhas era para cometer este tipo de atos. A irmã aliás ocultou tudo alegando a Harriet "que isto é o tipo de coisas que as irmãs fazem".
"Comecei a ficar cada vez mais obscura e permanecia em silêncio por medo. Tornei-me muito boa a guardar segredos, mas isso é exatamente o que os abusadores querem", afirma a mulher, que apenas 14 anos depois conseguiu reconhecer que aquilo que a irmã lhe fazia era errado.
"Era incesto e pedofilia. Reconhecer isso foi como libertar um demónio", afirma agora.
A coragem de Harriet em levar a irmã aos tribunais dividiu a sua família. Do seu lado permaneceram a sua mãe Amanda, de 71 anos, e o seu pai Jeremy. A irmã mais velha de Harriet era fruto de um casamento anterior de Amanda.
No mês passado, e 17 anos após os crimes, Jassey Snooks, uma ex-auxiliar de educação do ensino especial, hoje com 44 anos, foi condenada por incitar uma criança à prática de atividades especiais. A arguida foi condenada a uma pena de 16 meses de prisão, suspensa por 18 meses, e foi inscrita no registo de agressores sexuais por dez anos.
Está também obrigada a participar em atividades de reabilitação durante 30 dias e a realizar 175 horas de trabalho comunitário.
Harriet não ficou agradada com a sentença, pois considera que sendo a irmã "um perigo para a sociedade" deveria ser sujeita a uma pena efetiva. Porém, considera que o fim do julgamento é "um triunfo" e o fim de uma batalha que lhe permite agora recuperar a sua vida.
Harriet tem atualmente 30 anos e encontrou ao amor ao lado de Dale, com quem teve um filho, com 10 meses de vida.
A mulher qualificou-se recentemente como personal trainer e afirma que está, aos poucos, a recuperar a vida que lhe tiraram.
"Perdi a família, os amigos, os relacionamentos e, por vezes, perdi-me a mim mesma. Tive dificuldades em comer, dormir, trabalhar e funcionar. Esforcei-me por ser a melhor versão de mim mesma para o meu filho", afirma a vítima num comunicado, onde conclui ainda: "a vergonha e a culpa já não são minhas".
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