Há risco "elevado" de inundações: Medidas para estar prevenido (e onde)
- 03/02/2026
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elencou algumas medias preventivas que a população deve seguir, face ao fenómeno meteorológico que se faz sentir em Portugal.
A precipitação prevista para os próximos dias (e a que se verificou nos dias que passaram) deixaram os solos saturados, o que. Com a 'saída' da depressão Kristin e a chegada da depressão Leonardo, há zonas que ficam mesmo em risco "elevado de inundações" (consultar abaixo quais).
"Este quadro meteorológico deverá ser mais gravoso entre a tarde de hoje, 3 de fevereiro, e quinta-feira, 5 de fevereiro", lê-se num comunicado na ANEPC, que dá conta de os efeitos expectáveis passam pela ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro; ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras; Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve; entre outros, como o arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos.
Já na conferência de imprensa da Proteção Civil, o comandante nacional, Mário Silvestre, anunciou que o estado de prontidão foi elevado para o nível máximo.
Face a estas possibilidades, ficam abaixo algumas medidas preventivas que devem ser seguidas pela população:
- Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
- Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
- Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
- Evitar o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;
- Fechar e reforçar estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;
- Recolher estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados; – Fixar objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;
- Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
- Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
- Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;
- Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;
- Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve;
- Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
- Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; – Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
- Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança;
- Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve. Quando isso não for possível, devem ser tomadas medidas como a verificação do estado dos pneus e respetivas pressões; transporte e colocação das correntes de neve nos veículos; assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas; nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário; garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento; providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.
A Proteção Civil dá ainda conta da informação recolhida pela Agência Portuguesa do Ambiente, em relação à informação hidrológica:
3 de fevereiro - Bacias hidrográficas e municípios potencialmente atingidos por inundações fluviais:
- Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;
- Rio Águeda: Águeda;
- Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure;
- Rio Lis: Leiria;
- Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha;
- Rio Sorraia: Coruche, Benavente;
- Rio Sado: Alcácer do Sal, Santiago do Cacém - com caudais superiores aos habituais, perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens e áreas que se encontram inundadas.
3 de fevereiro - Bacias hidrográficas e municípios em situação de vigilância:
- Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima;
- Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde; ▪ Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão;
- Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua;
- Rio Tâmega: Chaves, Amarante - pode ocorrer uma subida de caudal acima do previsto. Recomenda-se o acompanhamento da situação hidrológica.
4 e 5 de fevereiro - Elevado risco de inundações:
- Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;
- Rio Águeda: Águeda;
- Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure;
- Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha;
- Rio Sorraia: Coruche, Benavente.
4 e 5 de fevereiro - Elevado risco de inundações:
- Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima; ▪ Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde; Esposende;
- Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão;
- Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua;
- Rio Tâmega: Chaves, Amarante.
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