Guterres condena veementemente ataque mortal contra mesquita xiita no Paquistão
- 06/02/2026
"[António Guterres] Reitera que os ataques contra civis e locais de culto são inaceitáveis. Sublinha que os responsáveis devem ser identificados e levados à justiça", pode ler-se, numa nota divulgada por Farhan Haq, porta-voz adjunto do secretário-geral.
O diplomata português expressou "as suas condolências às famílias das vítimas e deseja plena e rápida recuperação aos feridos" e reafirmou também "a solidariedade das Nações Unidas para com o Governo e o povo do Paquistão nos seus esforços para combater o terrorismo e o extremismo violento".
Uma explosão numa mesquita xiita do Paquistão matou hoje 31 pessoas e provocou, pelo menos, 169 feridos, nos arredores de Islamabade, segundo o balanço mais recente das autoridades locais, que suspeitam de um atentado bombista suicida.
Este é um raro atentado na capital do Paquistão, numa altura em que o Governo, aliado do Ocidente, luta para conter a onda de ataques terroristas em todo o país, noticiou a agência Associated Press (AP).
Imagens da televisão e das redes sociais mostraram polícias e moradores a transportar os feridos para hospitais próximos.
Alguns dos feridos no ataque à extensa mesquita de Khadija Al-Kubra estavam em estado grave.
Ninguém reivindicou a autoria da explosão de imediato, mas as suspeitas recaem sobre militantes como os talibãs paquistaneses ou o grupo Estado Islâmico, que já foi responsabilizado por ataques anteriores contra fiéis xiitas, uma minoria no país.
Os grupos militantes em todo o Paquistão atacam frequentemente as forças de segurança e os civis.
Embora os ataques não sejam tão frequentes em Islamabad, o Paquistão tem registado um aumento da violência militante nos últimos meses, em grande parte atribuída a grupos separatistas baluchis e aos talibãs paquistaneses, conhecidos como Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), que são um grupo separado, mas aliado aos talibãs do Afeganistão.
Uma filial regional do grupo Estado Islâmico também tem atuado no país.
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Mohammad Asif, divulgou na rede social X que as conclusões preliminares sugerem que o bombista suicida se deslocava entre o Paquistão e o Afeganistão.
Asif disse que os seguranças da mesquita tentaram intercetar o suspeito, que abriu fogo sobre eles e depois detonou os seus explosivos entre os fiéis.
O Afeganistão, através do Ministério da Defesa, condenou o ataque à mesquita em Islamabad e defendeu que o ministro da Defesa paquistanês associou o ataque ao Afeganistão de forma "irresponsável".
O Paquistão acusa frequentemente o Afeganistão, onde os talibãs retomaram o poder em Agosto de 2021, durante a retirada das tropas norte-americanas e da NATO após 20 anos de guerra, de abrigar militantes e membros talibãs paquistaneses. Cabul nega a acusação.
O ataque foi também condenado pela comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia. Condolências e condenações foram também expressas por várias embaixadas em Islamabad.
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