Gronelândia? Senadores norte-americanos na Dinamarca contra tomada hostil
- 16/01/2026
Os representantes encontraram-se hoje com deputados dinamarqueses e gronelandeses, em Copenhaga, para discutir a crise diplomática entre a Dinamarca e os Estados Unidos em torno da Gronelândia, cujo controlo o Presidente norte-americano, Donald Trump, reiteradamente reivindica, alegando razões de segurança nacional dos Estados Unidos da América.
Um dos membros da delegação, o democrata Peter Welch, democrata do Estado do Vermont, disse à Lusa esperar que a informação obtida na visita possa influenciar a opinião pública americana, assim como mobilizar opiniões no Congresso americano.
Sobre a influência concreta que o Congresso pode ter na resolução da situação, Welch disse que o órgão tem o poder de alocar financiamento público, decidindo onde e como o dinheiro é gasto.
Nesse sentido, pode também negar a alocação de orçamento público para determinados fins, incluindo os objetivos do presidente Trump na disputa pela Gronelândia.
"O objetivo desta visita é abrir o diálogo e ouvir diretamente dos gronelandeses quais as suas preocupações e medos", disse no final da reunião o senador democrata Chris Coons, do Delaware, que lidera a delegação.
Acrescentou ainda que o grupo pretendia "perceber de uma forma mais abrangente o que tudo isto significa para a Dinamarca, a Gronelândia e a aliança NATO", para depois levar essa informação para os Estados Unidos.
"Falámos sobre a importância de serem os gronelandeses a tomar decisões sobre o seu futuro. Foi um diálogo construtivo e que nos deu esperança", dissse.
Sobre os receios sobre a segurança nacional invocados pelo presidente Donald Trump para justificar uma aquisição ou até invasão da Gronelândia, Coons afirmou categoricamente que "não existem ameaças claras da Rússia e da China sobre a Gronelândia, neste momento".
Ressalvou que há oportunidade para o seu país se aliar "no contexto da NATO, no sentido de reforçar a segurança no Ártico".
Lisa Murkowski, senadora republicana do Alaska, sublinhou o caráter bipartidário da visita e o consenso de ambas as partes em torno da questão gronelandesa, assim como na sociedade americana.
"O congresso tem um papel importante, nomeadamente no que diz respeito à alocação de despesas e nas medidas que podem ser tomadas. É também importante perceber que quando perguntamos aos americanos o que pensam da hipótese de comprar a Gronelândia, a maioria diz que é uma péssima ideia", disse.
O governo dos Estados Unidos tem manifestado de forma aberta e reiterada desejo de controlar a Gronelândia, um território autónomo sob administração dinamarquesa, habitado por cerca de 50 mil pessoas.
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