Gronelândia? "Primeira vez que nos sentimos ameaçados foi por um aliado"
- 14/02/2026
"Os gronelandeses não sentiram a ameaça da Rússia ou da China, a primeira vez que nos sentimos ameaçados foi quando um aliado nos ameaçou com a conquista", declarou Nielsen durante a sua intervenção na Conferência de Segurança de Munique (MSC), a decorrer este fim de semana.
"É um paradoxo", acrescentou.
Para o líder gronelandês, as últimas manobras militares de países europeus aliados, como as missões Resistência Ártica ou Sentinela Ártica, foram de grande ajuda, tendo-as qualificado como "um passo na direção certa".
"Nunca discordámos que precisamos de mais segurança no Ártico", salientou.
Juntamente com Nielsen, também esteve presente no evento de Munique a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que alertou que os Estados Unidos mantêm a pressão sobre a Dinamarca, que exerce soberania sobre a Gronelândia, o que para a líder é "inaceitável".
Frederiksen lembrou que existe um acordo bilateral em vigor com os Estados Unidos que permite a Washington ter uma "forte presença" na ilha ártica.
"Sempre fomos um parceiro muito forte e fiável", sublinhou.
Indicou ainda que estão a trabalhar numa equipa de negociações, mas sempre com "linhas vermelhas claras".
Em janeiro, após repetidas ameaças de anexar a ilha, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que tinha estabelecido, juntamente com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o "quadro para um futuro acordo" em relação à Gronelândia.
Também recuou em relação às tarifas anunciadas para vários países europeus que contestaram publicamente as intenções de Washington em relação ao território autónomo dinamarquês.














