Gronelândia? Chéquia e Hungria defendem negociação entre EUA e Dinamarca
- 19/01/2026
Além disso, o ministro checo manifestou-se também a favor de que a União Europeia emita uma declaração de unidade em apoio a Copenhaga.
"Não é uma situação simples e não pode ser resolvida com uma declaração ou uma única frase; deve ser negociada", declarou o chefe da diplomacia checo, Petr Macinka, após um encontro com o homólogo húngaro, Péter Szijjártó.
A Noruega, a Suécia, França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia manifestaram "total solidariedade" com a Dinamarca e enviaram nos últimos dias tropas para a Gronelândia, para sublinhar a necessidade de reforçar a defesa do Ártico.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, argumentou que tal vigilância tem sido negligenciada nos últimos anos, assim justificando as pretensões de anexação da ilha autónoma dinamarquesa situada entre o Atlântico Norte e o Ártico.
Com esse objetivo, ameaçou impor a partir de fevereiro novas tarifas aduaneiras a estes oito países europeus e a quaisquer outros que não aceitem a "compra total e completa" da Gronelândia pelos Estados Unidos.
"Defendemos essas negociações para que haja um apaziguamento nesta bizarra situação", explicou Macinka numa conferência de imprensa sobre a tensão criada dentro da NATO, da qual a República Checa e a Hungria são membros.
O MNE checo sustentou ainda que "uma demonstração de unidade não será suficiente para convencer o Presidente dos Estados Unidos", pelo que aposta em negociações trilaterais, entre entre Washington, Copenhaga e Nuuk, a capital da Gronelândia.
"Serão necessárias negociações entre norte-americanos, dinamarqueses e gronelandeses, com ajuda de terceiros", afirmou o ministro checo, que preside ao partido eurocético Motociclistas Unidos, um parceiro minoritário do Governo de coligação liderado pelo magnata populista Andrej Babis.
A mesma estrutura negocial foi apoiada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, que é contra uma declaração conjunta da UE.
"Consideramos que se trata de uma questão bilateral. Não se trata de uma questão comunitária, [pelo que] não consideramos possível a publicação de uma declaração conjunta", afirmou Péter Szijjártó.
O partido húngaro no poder, o Fidesz, do primeiro-ministro ultranacionalista, Viktor Orbán, faz parte do grupo que reúne as formações de extrema-direita no Parlamento Europeu, Patriotas pela Europa, tal como os partidos checos Motociclistas Unidos e ANO, o principal parceiro do Governo tripartido checo.
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