Governo alarga situação de calamidade a mais nove concelhos
- 01/02/2026
A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros extraordinário, que aprovou medidas para responder aos efeitos da tempestade e proteger as populações afetadas.
Além dos concelhos já abrangidos, passam a estar em situação de calamidade os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Alcácer do Sal, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ovar e Sever do Vouga, tendo em conta a existência ou o risco extremo de cheias.
Antes do alargamento, a situação de calamidade já abrangia 60 concelhos, sobretudo da região Centro e Oeste, incluindo Coimbra, Leiria, Santarém e Torres Vedras.
De acordo com o comunicado emitido após o Conselho de Ministros, o Governo decidiu ainda prolongar a situação de calamidade até às 23:59 do dia 08 de fevereiro de 2026, "considerando as persistentes necessidades de assistência às populações e a continuidade de condições climatéricas muito adversas nos próximos dias, incluindo o risco extremo de cheias", mantendo em vigor todos os efeitos, apoios e medidas já previstos.
Na mesma reunião, o Conselho de Ministros aprovou um pacote de apoios que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros para responder aos estragos provocados pela depressão Kristin, abrangendo famílias, empresas e entidades públicas.
A lista de 14 medidas inclui, por exemplo, subsídios às famílias em situação de carência económica, com um limite de 1.074,26 euros por elemento do agregado familiar, um apoio até 10 mil euros para obras de reparação, reabilitação ou reconstrução, bem como transferências extraordinárias de verbas para a recuperação de infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, municipais e de património cultural.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
[Notícia atualizada às 18h54]
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