Governador do BdP diz que é preciso retirar "ilações" sobre mau tempo
- 08/02/2026
Numa publicação na sua conta pessoal no X, este sábado, Santos Pereira escreveu que "recentes tempestades puseram a nu algumas das debilidades de planeamento e de falta de prevenção que grassam no nosso País".
"Passado este momento de emergência, teremos de retirar as necessárias ilações e ensinamentos de toda esta crise", disse o ex-ministro da Economia e do Emprego do Governo de Passos Coelho.
"Não é aceitável que tenhamos populações isoladas e inundadas por falta de prevenção ou até de manutenção de equipamentos de bombagem que poderiam evitar males maiores", nem que as populações "possam ficar semanas sem luz e comunicações", afirma o governador.
"E não é aceitável que não existam planos de crise detalhados e simulacros regulares para as áreas com maior propensão para cheias e inundações, que são recorrentes de tempos a tempos", acrescentou Álvaro Santos Pereira.
As recentes tempestades puseram a nu algumas das debilidades de planeamento e de falta de prevenção que grassam no nosso País. Obviamente, agora é a hora de minorar os danos e socorrer as populações mais afetadas, garantindo o abastecimento de alimentos e de víveres, bem como o… pic.twitter.com/SdIJyqd9Ug
— Alvaro Santos Pereira (@santospereira_a) February 7, 2026
O responsável defendeu que é necessário "mudar radicalmente", apontando que nas próximas semanas e meses, se devia "aprender as lições com mais esta crise natural e começar" a preparação "para as próximas intempéries, cheias e vendavais, ou outras catástrofes naturais".
"Prevenção e planeamento deviam entrar no nosso léxico comum e no nosso dia-a-dia para evitarmos males futuros e minimizarmos catástrofes vindouras", escreveu, salientando que é preciso "mudar de atitude" para aumentar a resiliência do país a este tipo de fenómenos.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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