Gouveia e Melo: "Há um voto que não está a ser escrutinado nas sondagens"
- 15/01/2026
"Acredito verdadeiramente que há um voto que não está a ser escrutinado nas sondagens e que vai aparecer no dia 18 [domingo]. E no dia 18 falaremos todos outra vez e veremos quem é que estava certo e quem é que estava errado", declarou.
Henrique Gouveia e Melo falava aos jornalistas durante uma ação na Rua das Flores, no Porto, naquela que foi a maior arruada da sua campanha até agora, mostrando-se "muito contente" com a receção que teve no centro daquela cidade.
Durante o curto percurso, acompanhado pelo antigo presidente da Câmara do Porto e ex-presidente do PSD Rui Rio, o candidato foi elevado em ombros pelos jovens que compõem a sua comitiva, visitou o Museu e Igreja da Misericórdia, fez agradecimentos de uma varanda com um megafone e ainda teve tempo para comer um pastel de nata.
"Eu acredito verdadeiramente nos portugueses. Em todo o sítio por onde passo, tenho uma grande adesão. Se calhar só passo em sítios que gostam de mim", gracejou, lembrando que não tem nenhuma máquina partidária que tenha andado a convocar pessoas.
Gouveia e Melo notou que as sondagens no período eleitoral podem ser um "instrumento de perceção política e de manipulação dessa perceção", defendendo que, pelo menos nos 15 dias de período oficial de campanha, não deveria haver sondagens.
"No entanto, a coisa mais importante é que quem vota são os portugueses, não são as sondagens", concluiu.
As eleições presidenciais realizam-se no domingo e concorrem 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta em 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
Os candidatos são Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
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