Gouveia e Melo desvaloriza tendência de queda nas sondagens
- 03/01/2026
"Eu não tenho sondagens em queda. O que eu tive foi, naturalmente, com o arco-íris político, em que todas as cores do arco-íris têm um candidato, naturalmente, as expectativas de voto em mim, que sou independente, desceram. Não significa que eu estivesse em queda", afirmou.
Henrique Gouveia e Melo falava aos jornalistas durante uma visita à Feira de Monte Abraão, em Queluz, onde distribuiu votos de bom ano e foi recebido de forma calorosa, ouvindo elogios dos feirantes e também de quem por ali passava.
"Essa coisa de dizerem que eu tenho as sondagens em queda, eu julgo que é um mantra que já se instalou", gracejou, dizendo que a verdadeira sondagem será quando os portugueses forem votar no dia 18 de janeiro.
"Eu digo um bocado, em graça, se me permitem, as pessoas [que] fiquem com a sondagem, que eu prefiro ficar com os resultados", frisou.
De acordo com Gouveia e Melo, a conjugação de um momento externo difícil, nomeadamente a guerra na Ucrânia e a recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, com o atual momento interno obriga a que se dê um "impulso" ao país e, por consequência, a que haja políticos diferentes.
"Não é [com] políticos iguais do passado, com soluções iguais do passado, que não resultam há 20 anos [que o país vai crescer], porque nós andamos a crescer nos últimos 20 anos 1%, a média europeia é 1,4%. Nós estamos a ficar para trás", lamentou.
Segundo o candidato, a situação interna de desenvolvimento económico do país impele a "olhar para uma economia diferente", uma vez que os portugueses "precisam de ganhar mais", defendendo que é preciso dar um impulso para a frente.
"Nós estamos numa economia de baixo valor acrescentado e uma economia que está a pagar mal aos portugueses. Por isso é que estamos a perder a nossa juventude", argumentou.
Questionado pelos jornalistas sobre como vai ser a estratégia da sua campanha para as eleições presidenciais, Gouveia e Melo respondeu que vai apostar em contactos diretos com a população, que é quem vota.
"Não é que seja uma estratégia, mas é porque eu acho que nós devemos estar com quem vota em nós. E não é só fazer campanha, é ouvir também o que as pessoas têm para dizer. Já há muito tempo que ando em pré-campanha e a reunir-me com um conjunto muito elevado de atores [...] E julgo que hoje tenho um entendimento de Portugal muito diferente do que tinha antes, fruto desses contactos", referiu.
Para Gouveia e Melo, para avançar, Portugal precisa de todos: "É como um navio. Não vai deixar metade da sua tripulação em terra. Temos que avançar com todos. Desde as grandes empresas aos feirantes. E isso é a forma como eu vejo a coesão nacional. Se nós formos verdadeiramente coesos [...] a nossa força anímica é gigantesca", concluiu.
Além de Gouveia e Melo, concorrem às eleições presidenciais Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Leia Também: Ventura antecipa desistências a favor de Seguro: "Isto é uma fraude"













