Golpe de 'Genyo' salvou Sporting que quase era tramado pelas poupanças
- 06/02/2026
Costuma-se dizer que no poupar é que está o ganho, mas o Sporting correu riscos de não se dar bem com este dito popular. A turma de Alvalade teve de sofrer a bom sofrer para levar a melhor frente ao AVS, na noite de quinta-feira, e vencer o lanterna-vermelha da I Liga, por 3-2, para garantir um lugar nas meias-finais da Taça de Portugal. É que os leões resolveram apenas a partida no tempo de prolongamento.
Com o Clássico de segunda-feira diante do FC Porto na cabeça, Rui Borges fez uma autêntica revolução em relação ao onze que venceu o Nacional, com oito alterações, mantendo apenas Eduardo Quaresma, Luís Guilherme e Luis Suárez no onze inicial. Saltou à vista também o regresso ao onze do capitão Morten Hjulmand e ainda a integração de Nuno Santos na convocatória mais de um ano e meio depois.
O bicampeão nacional, parecendo algo sobranceiro, só inaugurou o marcador aos 29 minutos. O reforço de inverno Luís Guilherme abriu a contagem em Alvalade com um remate em arco.
A abrir a segunda parte, Luis Suárez tentou repetir o golo que marcou ao Nacional, de calcanhar, mas o desvio acabou por encontrar Paulo Vítor que, ao tentar cortar o lance, acabou por fazer o 2-0 para o Sporting, aos 49 minutos.
A equipa desligou-se um pouco depois deste segundo golo e Pedro Lima, de grande penalidade, a castigar um corte com o cotovelo de Morten Hjulmand, reduziu para 2-1, aos 63 minutos. O AVS ganhou novo ânimo com este golo e, já depois do regresso de Nuno Santos à equipa principal, após 15 meses de ausência por lesão, acabou por chegar ao golo do empate. Em novo penálti, Nenê 'gelou' Alvalade ao fazer a igualdade aos 90+2'.
Ainda antes do arranque do tempo de prolongamento, algo que os verde e brancos certamente não desejavam a dias de defrontarem o FC Porto, Antoine Baroan, aos 90+7', saiu gravemente lesionado na sequência de um lance dividido com Suárez. O lance levou a que o AVS terminasse o tempo regulamentar com 10 jogadores, uma vez que João Henriques já tinha esgotado as cinco substituições.
A abrir o prolongamento o AVS fez entrar Jaume Grau e foi já com as duas equipas a jogar 11 contra 11 que o Sporting arrancou um suado triunfo. Geny Catamo, que entrou para a segunda parte de prolongamento, derivou da direita para o centro e 'fuzilou' Simão Bertelli. Isto já depois de muitas iniciativas João Simões, Eduardo Quaresma e Luis Suárez.
Os descontos voltaram a ser bons conselheiros, mas o Sporting em modo poupança teve de pagar juros para conseguir vencer. Resta saber se este tempo extra não se vai refletir no rendimento da equipa na próxima segunda-feira.
Mas vamos às notas desta partida
Figura
Geny Catamo saiu do banco de suplentes para resolver o encontro. Esteve apenas 15 minutos em campo, mas foi tempo suficiente para fazer a diferença. Agitou o ataque do Sporting e acabou por ser o salvador do que parecia já ser uma ida ao desempate por penáltis.
Surpresa
Se o AVS quase levava a partida para grandes penalidades, muito o deveu ao guarda-redes Simão Bertelli. Apesar de algumas perdas de tempo, o brasileiro exibiu-se a bom nível e foi protagonizando algumas boas defesas.
Desilusão
Paulo Vítor esteve em destaque, mas pela negativa. Além de ter marcado na própria baliza, o brasileiro foi incapaz de ser um porto seguro para a sua defesa. Somou alguns erros que podiam ter comprometido ainda mais os avenses.
Treinadores
Rui Borges
Com o Clássico do FC Porto em ponto de mira, o treinador do Sporting promoveu uma grande revolução na equipa inicial e deixou no banco alguns dos principais titulares. Após o 2-0, os leões desligaram-se um pouco e permitiram que o adversário se mantivesse vivo até ao apito final. Os verde e brancos evidenciaram alguns problemas no jogo interior. Foi Geny Catamo a salvar a equipa no fim.
João Henriques
É certo que o AVS falhou a ida às meias finais da Taça de Portugal, mas destaca-se a postura da turma da Vila das Aves ao longo da partida. Apesar da clara superioridade do emblema da casa, e de terem ficado a perder por dois golos sem resposta, os visitantes foram mantendo o nível de seriedade elevado e empurraram a partida para prolongamento. Nos 30 minutos adicionais, a frescura já não era a mesma e a derrota apareceu.
Arbitragem
Bom trabalho da equipa liderada por André Narciso. Sem cometer erros que influenciassem o resultado final, o juiz foi bem auxiliado pelo VAR nos lances das duas grandes penalidades para os avenses, assim como no golo anulado a Suárez.














