Ginecologista belga investigado por agressões sexuais. Há 150 denúncias
- 29/11/2025
Um médico ginecologista está a ser investigado pelo Ministério Público de Leuven, na Bélgica, na sequência de mais de 150 denúncias por agressão sexual.
O homem, que negou todas as acusações, foi temporariamente suspenso do cargo que exercia no Hospital Universitário de Antuérpia e numa unidade hospitalar em Tienen, depois de o jornal flamengo De Morgen ter divulgado testemunhos de pacientes que alegavam que o médico tinha adotado um comportamento inadequado durante as consultas, incluindo toques sem consentimento, na quinta-feira, adiantou a agência EFE.
Uma vítima contou que, numa consulta há 20 anos, o médico fê-la subir para cima de uma balança completamente despida e, ao aproximar-se por trás, deu-lhe uma palmada no rabo.
"Não me senti confortável e até hoje arrependo-me de não ter dito nada", lamentou.
O caso levou o Centro Flamenco de Denúncias sobre Condutas Transgressivas a abrir pelo menos três linhas telefónicas, devido ao elevado fluxo de telefonemas sobre o profissional de saúde.
"Nunca vivemos nada assim. […] Mesmo depois dos programas sobre abuso na Igreja, não tivemos de fazer isto. O telefone não para de tocar", disse Liesbeth Wyseur, da Agência Flamenga para a Justiça e o Cumprimento da Lei.
A responsável assinalou ainda que, até à noite de sexta-feira, já tinham sido registadas mais de 150 queixas sobre aquele ginecologista.
Já este sábado, o Ministério Público de Leuven apontou que "as vítimas ainda podem apresentar queixa-crime à polícia ou aos tribunais".
"Cada queixa será registada e acompanhada em colaboração com unidades policiais especializadas", complementou.
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