Gémeas de um ano desaparecidas durante travessia do Mediterrâneo
- 23/01/2026
Cerca de 60 pessoas, entre as quais a mãe das gémeas, foram resgatadas e colocadas quinta-feira em segurança na ilha de Lampedusa, mas um homem morreu após o desembarque.
A embarcação de migrantes era procedente da Tunísia.
"Duas irmãs gémeas de um ano foram dadas como desaparecidas no mar e um homem adulto morreu após o desembarque, ontem [quinta-feira], em Lampedusa, de 61 pessoas", indicou a organização não-governamental (ONG), que prestou apoio aos sobreviventes.
Os sobreviventes, entre os quais 22 menores não acompanhados e duas crianças, "enfrentaram condições extremamente difíceis, agravadas pela passagem" da tempestade Harry, que varreu com grande violência as costas da bacia mediterrânica.
Os migrantes relataram "ter partido da Tunísia, enfrentando um mar muito agitado durante pelo menos três dias e chegado num estado de grande aflição física e psicológica", acrescentou a Save the Children, com sede em Londres.
A rota migratória do Mediterrâneo Central parte sobretudo da Tunísia, Argélia e Líbia em direção à Itália e a Malta e é considerada uma das rotas migratórias mais mortais do mundo, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
"Na ausência de rotas [marítimas] regulares e seguras, aqueles que procuram um futuro possível na Europa atravessando o Mediterrâneo continuam a arriscar a vida em viagens perigosas e muitas vezes mortais, como demonstram as mais de 33.300 pessoas mortas ou desaparecidas no mar desde 2024", sublinhou a Save the Children.
A organização de defesa e promoção dos direitos das crianças reiterou "com veemência" o apelo à abertura de "vias regulares e seguras" para a Europa e à criação de um "sistema de busca e salvamento coordenado e estruturado no Mediterrâneo".
"Não podemos permanecer em silêncio perante a perda de vidas humanas, incluindo a de tantas crianças, que se prolonga há anos", declarou a diretora das relações institucionais da Save the Children, Giorgia D'Errico.
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