Gabri Veiga mete 'like' na página certa e livra FC Porto de apertos
- 16/02/2026
À terceira, foi mesmo de vez. Depois de ter colocado um ponto de interrogação num trajeto que parecia destinado à conquista do título de campeão nacional, por conta da derrota diante do Casa Pia (por 2-1) e do empate com o Sporting (a uma bola), o FC Porto foi ao Estádio de Madeira bater o Nacional, por 0-1.
Sem Samu Aghehowa, Martim Fernandes e Jakub Kiwior, que se juntaram a Nehuén Pérez e Luuk de Jong, no boletim clínico azul e branco, Francesco Farioli mudou a equipa onde era obrigado... e até onde não era, apostando na titularidade de Rodrigo Mora e Oskar Pietuszewski, na tentativa de apanhar de surpresa um adversário que, já na primeira volta, se tinha revelado um 'osso duro de roer'.
Os resultados não foram, ainda assim, felizes, visto que, apesar de algumas boas oportunidades, no primeiro tempo, como os cabeceamentos de Deniz Gul e Thiago Silva, ou o remate de meia distância de Oskar Pietuszewski, o guarda-redes brasileiro Kaique não teve verdadeiramente de se aplicar para ir segurando o nulo.
O mesmo não se pode dizer de Diogo Costa, que foi colocado à prova por Jesús Ramírez, aos 33 minutos, num cabeceamento ao qual respondeu com uma defesa de instinto a dois tempos, que deixou bem claro que algo tinha de mudar, se os dragões queriam regressar a casa com os três pontos na 'bagageira'.
O início da segunda parte não fugiu muito ao 'filme' da primeira, pelo que Francesco Farioli teve mesmo de mudar. Saíram Rodrigo Mora e Oskar Pietuszewski, e entraram Borja Sains e Gabri Veiga. Este último não podia ter feito melhor, já que pegou logo na bola e, na marcação de um pontapé de canto, assistiu Jan Bednarek para o golo que 'desequilibrou a balança'.
Os apontamentos não foram os melhores, mas, ainda assim, o FC Porto saiu 'vivo' da Choupana, pelo que passou a somar 59 pontos, o que o deixa na liderança da I Liga, com mais quatro do que o Sporting e mais sete do que o Benfica. O Nacional, por seu lado, permanece com 21 pontos, e corre contra o tempo para se distanciar dos lugares de despromoção.
Figura
Num jogo com poucos motivos de interesse de parte a parte, Jan Bednarek foi o jogador mais esclarecido em campo. Soube impor-se a Jesús Ramírez, na grande área do FC Porto, e também se mostrou, uma vez mais, particularmente acutilante na frente, com o cabeceamento certeiro que fez a diferença, na Madeira.
Surpresa
A 'batalha' pela titularidade, entre Rodrigo Mora e Gabri Veiga, tem sido um dos aspetos mais interessantes da temporada do FC Porto, até ao momento. Desta vez, a opção de Francesco Farioli recaiu sobre o primeiro, que acabou, ainda assim, por passar ao lado do jogo, ao contrário do segundo, que, assim que entrou, assistiu para o golo de Jan Bednarek, na sequência de uma semana em que o 'like' numa página afeta ao Atlético de Madrid tanto deu que falar, nas redes sociais.
Gabri Veiga liked our post on IG, which includes a picture of the Vicente Calderón. 🤨 pic.twitter.com/cGhSqVm4u1
— Atletico Universe (@atletiuniverse) February 11, 2026
Desilusão
Rodrigo Mora tinha, aqui, mais uma oportunidade para mostrar a Francesco Farioli que merece outro tipo de continuidade, mas foi um 'tiro ao lado'. No pouco espaço que lhe foi concedido, revelou-se incapaz de municiar a frente de ataque do FC Porto, pelo que não foi grande a surpresa quando deu o lugar a Gabri Veiga.
Treinadores
Tiago Margarido: O treinador do Nacional montou uma 'teia' que anulou quase por completo os pontos fortes do FC Porto, especialmente, na primeira parte, em que Joel Silva apertou o cerco a Rodrigo Mora, e Matheus Dias a descer para evitar sobressaltos nas costas da defesa. No ataque, Paulinho Bóia e Witi Quembo agitaram as alas, mas não bastou.
Francesco Farioli: As ausências de jogadores-chave, como Samu Aghehowa ou Jakub Kiwior, podem explicar algumas das dificuldades sentidas pelo FC Porto, na Choupana, mas não todas. A equipa venceu e reteve a liderança da I Liga, mas os problemas continua lá. Ainda assim, o italiano teve o condão de saber mexer para dar outras 'armas' à frente de ataque.
Árbitro
Uma tarde simples para José Bessa, com exceção de uma reta final de primeira parte mais acidentada, que fez com que se perdesse no capítulo disciplinar. Primeiro, exibiu o cartão amarelo a Chico Gonçalves, quando a entrada sobre Oskar Pietuszewski pedia outra cor, e, depois, 'esqueceu-se' do cartão amarelo a Victor Froholdt, por falta sobre Paulinho Bóia.














