Gabinete "Reerguer Leiria" abre na terça-feira no Mercado de Sant'Ana
- 09/02/2026
O gabinete de atendimento municipal vai funcionar das 09:0 às 18:00, com atendimento organizado através de sistema de senhas, e reúne, "num único espaço, informação, esclarecimentos e encaminhamento em várias áreas", de acordo com uma nota de imprensa da autarquia.
"Estão disponíveis apoios a particulares na área da habitação, com orientação para a recuperação de habitações afetadas, bem como medidas dirigidas às empresas e ao comércio, com vista à recuperação da atividade económica", explica o município.
No espaço, vai ser também prestado "apoio às instituições de solidariedade social e coletividades, ajudando na retoma da sua atividade".
O gabinete conta também com "a colaboração de advogados, que prestam apoio na orientação e no preenchimento das participações de sinistros junto das empresas seguradoras, assim como no reporte de prejuízos nas plataformas criadas para o efeito".
O Gabinete Reerguer Leiria tem a colaboração de outras entidades públicas e privadas, e integra a resposta do município à situação vivida no concelho, gravemente afetado pela depressão Kristin.
À agência Lusa, o presidente do município, Gonçalo Lopes, explicou que este espaço "corresponde a um início de uma nova fase, que é a fase de encontrar mecanismos para facilitar os pedidos de apoio que o Governo anunciou".
Nas próximas semanas, o Mercado de Sant'Ana transforma-se num "ponto de informação e de submissão dos mais diferentes pedidos de auxílio", na área da habitação, dos auxílios sociais ou outros, declarou Gonçalo Lopes.
"Esse trabalho será feito em articulação com os mais diversos organismos do Estado, também com instituições que já mostraram disponibilidade para colaborar nesta fase", disse,
O objetivo é "encaminhar pessoas que querem reerguer a sua vida", adiantou o autarca, referindo que, posteriormente, pretende-se transferir esta experiência para as juntas de freguesia.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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