Futuros norte-americanos afundam com novas ameaças tarifárias de Trump
- 19/01/2026
Os países europeus visados por Trump criticaram as suas ameaças de tomada de controlo da Gronelândia, sublinhando que as mesmas "prejudicam as relações transatlânticas e arriscam uma espiral descendente perigosa".
A declaração conjunta, invulgarmente forte, da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia constitui a repreensão mais veemente dos aliados europeus desde que Trump regressou à Casa Branca há quase um ano.
Os futuros do S&P 500 caíram 0,8%, enquanto os do Dow Jones Industrial Average caíram 0,7%.
As medidas de Trump estão a testar o alinhamento estratégico e a confiança institucional subjacentes ao apoio da Europa, o maior parceiro comercial e fornecedor de financiamento dos Estados Unidos, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, num comentário reproduzido pela Associated Press.
"Num mundo em que a coesão geopolítica dentro da aliança ocidental já não é dada como certa, a vontade de reciclar capital indefinidamente em ativos dos EUA torna-se menos automática. Não se trata de uma história de liquidação a curto prazo. É uma história de reequilíbrio lento, e essas são muito mais consequentes", afirmou Innes.
Na Ásia, os mercados bolsistas tiveram desempenho misto, influenciados pelos dados estatísticos da China, que anunciou o crescimento da segunda maior economia do mundo a um ritmo anual de 5% em 2025, embora tenha desacelerado no último trimestre.
As exportações do país mantiveram-se fortes - apesar das tarifas mais altas de Trump sobre as importações da China-, ajudando a compensar uma procura interna relativamente fraca.
O índice Hang Seng de Hong Kong perdeu 0,9%, para 26.614,76 e o índice Shanghai Composite ganhou 0,3%, para 4.113,86.
Em Tóquio, o Nikkei 225 fechou a cair 0,65%, para os 53.583,57 pontos. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, deverá dar hoje uma entrevista coletiva, quando se prepara para dissolver o Parlamento e agendar legislativas antecipadas para fevereiro.
Noutros locais da Ásia, o Kospi da Coreia do Sul subiu 1,4%, para 4.906,58 pontos, com fortes ganhos das tecnológicas. A fabricante de chips de computador SK Hynix subiu 1,9%.
O Taiex de Taiwan subiu 0,7%, enquanto o Sensex na Índia caiu 0,6%.
Noutras negociações hoje, o petróleo bruto de referência dos Estados Unidos caiu 11 cêntimos, para 59,23 dólares por barril, estabilizando após uma onda de volatilidade durante os protestos generalizados no Irão contra a liderança do país, e o Brent, padrão internacional, caiu 13 cêntimos, para 64 dólares por barril.
O preço do ouro retomou a subida, ganhando 1,7%, enquanto o preço da prata subiu 5,2%.
O dólar norte-americano caiu de 157,93 ienes para 157,87 ienes e o euro subiu de 1,1581 dólares para 1,1631 dólares.
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