França apontou como prioritário debater o fim da "repressão" no Irão
- 03/02/2026
Os contactos entre as delegações dos Estados Unidos e o Irão podem vir a realizar-se na próxima sexta-feira em Istambul, na Turquia.
Para o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noel Barrot, a "primeira decisão a tomar é, obviamente, acabar com a repressão sangrenta", libertar os prisioneiros, restabelecer as comunicações e "dar liberdade ao povo iraniano".
Em declarações à France Télévisions, Barrot disse hoje que a "questões das armas nucleares, dos mísseis e do apoio a organizações terroristas" são assuntos que devem ser discutidos posteriormente.
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciou hoje que ordenou ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, a iniciar negociações diretas com os Estados Unidos.
O homólogo norte-americano, Donald Trump, manifestou na segunda-feira confiança de que é possível um acordo com Teerão.
Uma fonte diplomática árabe disse hoje à Agência France Presse que as discussões estavam a ser organizadas com a mediação do Egito, Qatar, Omã e Turquia e que "provavelmente" vão decorrer na Turquia no dia 06 de fevereiro.
No Irão, a repressão continua sendo que quatro estrangeiros, cujas nacionalidades não foram especificadas, foram detidos por "participação em distúrbios".
A organização norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) registou 42 mil detenções e confirmou 6.854 mortes durante os protestos que começaram no princípio de janeiro.
As autoridades iranianas reconhecem a morte de milhares de pessoas, mas afirmam que a maioria eram membros das forças de segurança ou civis mortos por "terroristas".
Teerão alega que a "operação de desestabilização" foi orquestrada pelos Estados Unidos e por Israel.
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