Forças no sul do Iémen colocadas sob comando da Arábia Saudita
- 10/01/2026
Este anúncio surge alguns dias depois de as forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita terem recuperado aos separatistas do Conselho de Transição do Sul (STC), apoiados por Abu Dhabi, vastos territórios que tinham conquistado em dezembro.
"Anuncio a formação de um Comité Militar Supremo sob o comando das forças da coligação, que será responsável por reunir, equipar e dirigir todas as forças e formações militares" no sul, declarou Rashad al-Alimi, num discurso televisivo, sem mencionar diretamente o STC, que não reagiu imediatamente a esta declaração.
A coligação militar liderada por Riade, à qual se juntaram os Emirados, interveio em 2015 no Iémen para apoiar o governo contra os houthis, apoiados pelo Irão, que tomaram o controlo da capital, Sanaa, em 2014, e do norte do país.
Mas as duas monarquias do Golfo apoiam fações rivais dentro do Conselho Presidencial reconhecido pela comunidade internacional, que exerce a sua autoridade sobre o resto do país.
Na sexta-feira, responsáveis do STC presentes em Riade anunciaram a dissolução do movimento. No entanto, os seus representantes no Iémen afirmaram que estas declarações foram feitas sob pressão saudita e convocou manifestações em massa.
Hoje, milhares de pessoas reuniram-se em Aden, no sul, para mostrar o seu apoio ao movimento, desafiando a proibição do novo governador da cidade, nomeado pelas autoridades pró-sauditas.
Os manifestantes empunhavam bandeiras do antigo Iémen do Sul, que foi um Estado independente entre 1967 e 1990, enquanto outros exibiam retratos do presidente do STC, Aidarous al-Zoubaidi.
A coligação militar liderada por Riade afirmou que este líder fugiu para Abu Dhabi com a ajuda dos Emirados Árabes Unidos, mas o STC garante que ele ainda se encontra no Iémen.
Em dezembro, os separatistas tomaram vastos territórios nas províncias de Hadramout e Mahra, no leste, provocando uma resposta das outras fações governamentais, que recuperaram o terreno perdido no início de janeiro.
A Arábia Saudita apelou então a um diálogo entre as diferentes fações do sul, divididas entre pró-sauditas e pró-emiratis.
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