Forças Armadas transportaram eleitores para votar em Alcácer do Sal
- 15/02/2026
Em comunicado, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) indica que até às 18h00 de hoje estiveram no terreno 2.992 militares, 355 viaturas, 24 máquinas de engenharia, 67 embarcações e oito meios aéreos a prestar apoio às populações afetadas pelo mau tempo.
Neste ponto de situação da operação Intempéries, é referido que foram efetuadas "25 ações de transporte anfíbio no concelho de Alcácer do Sal, permitindo que os habitantes de diversas localidades afetadas pelas cheias pudessem exercer o direito ao voto".
Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, foi um dos municípios que pediu o adiamento da votação na segunda volta das eleições presidenciais.
As Forças Armadas transportaram também 75 pessoas, por via terrestre, em Montemor-o-Velho, "assegurando mobilidade e resposta a necessidades pontuais em coordenação com as entidades locais".
O EMGFA refere igualmente que os militares realizaram 30 ações de apoio a habitações e quatro relacionadas com geradores, 92 patrulhas de proximidade, distribuíram 69 refeições, disponibilizaram 121 banhos quentes.
Foram transportadas 338 toneladas de cargas em Pedrógão Grande e Leiria, abertos 21 quilómetros de itinerários na Marinha Grande, removidas 54 toneladas de escombros na Marinha Grande e duas toneladas de detritos fluviais.
Os militares portugueses fizeram o reconhecimento de nove quilómetros de infraestruturas elétricas, instalaram 125 metros de barreiras de contenção, aplicaram 250 toneladas de inertes em pontos críticos em Pedrógão Grande e levaram a cabo ações de reconhecimento de áreas sinistradas em 469 quilómetros.
Foram realizadas ainda três missões de monitorização e recolha de imagens, sobrevoando áreas dos rios Lima, Ave, Douro, Tâmega, Vouga, Lis, Mondego, Tejo e Sado, "com especial enfoque na zona de Alcácer do Sal", segundo a mesma nota informativa.
Em valores acumulados até ao dia de hoje, as Forças Armadas reportam terem estado empenhados um total de 38.256 militares, 4.715 viaturas e 341 máquinas de engenharia, um total de 748 meios anfíbios e 33 missões aéreas, totalizando 73 horas de voo, refere o comunicado.
Noutro comunicado, a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional referem que continuam 47 botes em prontidão para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, e estão mobilizados cerca de 482 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 68 viaturas, 52 embarcações, cinco geradores e 17 drones, além de um helicóptero em prontidão.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.














