Forças Armadas negam limitações ao voto de militares a apoiar populações
- 10/02/2026
Em conferência de imprensa, na Academia Militar, concelho da Amadora, distrito de Lisboa, a porta-voz do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), tenente-coronel Susana Pinto, foi questionada sobre se existiram militares que não puderam votar no passado domingo por estarem ao serviço no apoio às populações em várias zonas do centro do país.
A militar respondeu que foi dada "liberdade a cada militar, que também é um cidadão português, para poder ir votar".
Esta semana, alguns militares deslocados nas zonas afetadas pelo mau tempo disseram à Lusa que desconheciam se poderiam ir votar no domingo para a eleição do Presidente da República e futuro Comandante Supremo das Forças Armadas.
O porta-voz do Exército, tenente-coronel Hélder Parcelas, acrescentou que não houve qualquer indicação "para que ou que pudesse limitar o exercício de voto de qualquer um dos nossos militares".
"Essa opção coube em cada um de consciência e houve certamente alguns que optaram por continuar presentes no teatro de operações, porque para nós isto é uma operação, e apoiar e dar continuidade às populações que mais necessitavam", afirmou.
Hélder Parcelas disse ainda que os militares foram instruídos para se poderem ausentar "o tempo tido como necessário e conveniente para se deslocarem aos locais onde exerciam o seu direito de voto, algo que veio a acontecer".
António José Seguro foi eleito domingo Presidente da República com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias, de oito municípios.
André Ventura obteve mais de 1,7 milhões de votos.
O Presidente da República eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67%, enquanto o líder do Chega superou os 33%.
A tomada de posse do novo chefe de Estado realiza-se a 09 de março.
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