Forças Armadas com 3.200 militares em ações devido ao mau tempo
- 11/02/2026
Numa nota, o gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) indicou que durante o dia de hoje, até às 18:00, estiveram empenhados 3.249 militares, 389 viaturas, 22 máquinas de engenharia, 67 embarcações e duas lanchas anfíbias de reabastecimento.
Entre as ações de apoio às populações afetadas estiveram o reforço na vigilância de diques em risco de rutura, a relocalização de pessoas e bens através de meios anfíbios ou o reforço da capacidade de fornecimento de energia elétrica com recurso a geradores.
As Forças Armadas realizaram também ações de reforço da capacidade de remoção de escombros e desobstrução de vias e ações de proximidade, pode ler-se no comunicado.
Entre 28 de janeiro e hoje, 25.703 militares estiveram empenhados em ações de apoio, com 3.222 viaturas e 242 máquinas de engenharia.
Durante o mesmo período, os militares já resgataram 273 pessoas, instalaram ou cederam 352 lonas para coberturas de casa e distribuíram e disponibilizaram 1.282 refeições e 442 instalações para banhos.
Disponibilizaram também 1.860 camas disponibilizadas, em 15 unidades militares, e capacidade para fornecimento de alimentação em diferentes unidades das Forças Armadas.
Os militares realizaram reparações em 155 habitações e edifícios públicos e realizaram 150 ações de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, estando ainda 52 em curso.
De acordo com o comunicado, as Forças Armadas desobstruíram 445 quilómetros de itinerários, recolheram 779 toneladas de detritos, construíram 220 metros de barreiras de contenção e utilizaram 13.000 sacos de areia nas barreiras de contenção, entre outras ações de apoio.
As Forças Armadas sublinharam também que já foram realizadas 33 horas de voo para este apoio específico, e mantêm-se disponíveis seis helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 e 1 aeronave KC-390.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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