Força Aérea sobrevoa zonas afetadas por cheias. Veja as imagens
- 04/02/2026
"Uma tripulação da Esquadra 552 da Força Aérea, acompanhada por Fuzileiros, realizou hoje um sobrevoo de reconhecimento visual na zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida", anunciou em comunicado aquele ramo das Forças Armadas.
De acordo com a Força Aérea Portuguesa, esta "missão conjunta permitiu recolher informação crítica sobre áreas densamente afetadas por cheias e em situação de perigo, reforçando a capacidade de resposta integrada das Forças Armadas no apoio às autoridades civis e às populações".
A Força Aérea acrescenta ainda que estão "empenhados dois helicópteros AW119 Koala, um dedicado à monitorização das zonas mais afetadas, em apoio à E-Redes e ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e outro vocacionado para a vigilância e deteção de cheias".
O ramo das Forças Armadas recorda que na Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, Leiria, continuam a ser distribuídas refeições e é dada a possibilidade de banhos quentes e carregamento de telemóveis, além de outros apoios solicitados pelos cidadãos, tanto presencialmente como através das redes sociais da Força Aérea.
Mantém-se ainda "o apoio na cedência e aplicação de lonas, na disponibilização de geradores e na remoção de destroços das vias públicas".
Por outro lado, o "Centro de Operações Espaciais da Força Aérea intensificou a recolha e análise de informação espacial, que complementada com as imagens recolhidas pelas aeronaves, apoiam as operações de resposta imediata e as ações de recuperação após os efeitos da depressão Kristin".
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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