Força Aérea apoia também com geradores, medicamentos e 5.000 telhas
- 07/02/2026
Entre as suas ações, realizadas em articulação com as entidades de proteção civil, a Força Aérea destaca a cedência de dois geradores, "equipamentos simples na sua natureza, mas de enorme impacto humano e social", salienta em comunicado enviada à agência Lusa.
Um destes equipamentos, um gerador de 200 kVA, entregue na Marinha Grande, "permitiu a continuidade da atividade de um complexo industrial cuja produção se encontrava em risco, assegurando o cumprimento de encomendas, a continuidade das empresas e a salvaguarda de postos de trabalho".
Outro, em Moinhos de Carvide, concelho de Leiria, a chegada de um gerador da Força Aérea garantiu o restabelecimento do fornecimento de energia elétrica à localidade.
Dois helicópteros realizaram voos de vigilância e reconhecimento nas áreas Norte e Sul, abrangendo a sub-bacia do Mondego, entre Montemor-o-Velho e Soure; o Vouga; bem como as bacias do Tejo e do Sado, "permitindo a recolha de informação vital para a tomada de decisão", refere.
No apoio logístico, um camião da Força Aérea fez chegar à Marinha Grande 5.000 telhas, oferecidas pela Cooperativa de Olivicultores de Murça, para recuperação de habitações afetadas.
Outro exemplo de locais da sua intervenção é Alcácer do Sal, onde o apoio incidiu sobretudo nas populações mais isoladas, com a entrega bens essenciais e medicamentos, realização de trabalhos de eletricidade, ações de limpeza, avaliação de vias e o desvio de uma vala para prevenir a inundação de habitações.
"Até ao momento, a Força Aérea já assegurou a distribuição de 677 refeições e a disponibilização de 395 banhos quentes, reforçando o apoio direto às populações afetadas pelas depressões", lê-se no comunicado.
Em Monte Real e Carvide, militares da Força Aérea, em conjunto com voluntários de todo o país, cortam árvores em perigo iminente de queda, fazem limpeza das áreas inundadas e colocam barreiras de sacos de areia para impedir a entrada de lamas em habitações e na Batalha, prestaram apoio direto à população na recuperação de telhados e infraestruturas danificadas.
Os efetivos e equipamento da Força Aérea contam-se entre o total de 14.319 militares que estiveram empenhados no apoio ás populações desde 28 de janeiro e até hoje, com um total de, em meios terrestres, 1.720 viaturas e 125 máquinas de engenharia, segundo informação avançada, avançada pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas.
Hoje, segundo as Forças Armadas, estiveram envolvidos 2.653 militares, 364 viaturas, 29 máquinas de engenharia, 66 botes, quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias de reabastecimento em 41 concelhos.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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