Filipinas procura desaparecidos no naufrágio de ferry que fez 18 mortos
- 27/01/2026
As operações de busca e salvamento continuam em curso após o naufrágio do MV Trisha Kerstin, disse a porta-voz da Guarda Costeira das Filipinas (PCG, na sigla em inglês), Noemie Cayabyab, numa entrevista dada hoje à estação de rádio DWIZ 882, transmitida pela autoridade marítima na rede social Facebook.
O naufrágio ocorreu na segunda-feira por volta das 01h50 (17h50 de domingo em Lisboa) perto do nordeste da ilha de Baluk-Baluk, na província insular de Basilan, na costa sudoeste da ilha de Mindanau, de acordo com as autoridades.
A embarcação partiu do porto da cidade de Zamboanga por volta das 21h20 de domingo (13h20 em Lisboa) e seguia para a ilha de Jolo, no arquipélago de Sulu, explicou a divisão do sudoeste de Mindanau da PCG.
Cayabyab esclareceu hoje que o número de passageiros a bordo totalizava 344 e não 359 como anunciado inicialmente, uma vez que 15 pessoas não embarcaram.
"Sobreviveram 316, 18 morreram e dez continuam a ser procurados pela equipa conjunta de busca e salvamento, integrada por várias agências governamentais e embarcações privadas", indicou a porta-voz.
As autoridades de Basilan divulgaram uma lista das pessoas a bordo da embarcação identificadas até o momento, todas de nacionalidade filipina.
De acordo com o registo, viajavam no 'ferry' pelo menos 216 adultos, 63 estudantes e seis menores. Entre os mortos está um bebé de seis meses.
Os acidentes marítimos nas Filipinas provocam dezenas de mortes todos os anos, a maioria em naufrágios causados pelo mau tempo, incumprimento das normas de segurança, manutenção deficiente dos equipamentos ou sobrecarga.
O acidente mais grave da história recente da navegação comercial ocorreu nas Filipinas em 1987, quando a embarcação Doña Paz naufragou nas águas de Leyte após colidir com um petroleiro, causando a morte de 4.341 pessoas.
Leia Também: Novo balanço eleva para 15 número de mortos em naufrágio nas Filipinas













