Figueiró com 850 casas a precisar de intervenção rápida nas coberturas
- 05/02/2026
"Tenho 850 casas que foram objeto de destruição ao nível das coberturas, isto é, a precisarem de intervenção rápida", alertou Carlos Lopes.
Em declarações à agência Lusa, o autarca explicou que tanto o município, como os militares, bombeiros, voluntários e sapadores têm feito um esforço muito grande para acudir a estas situações de desespero.
"Já devemos ter neste momento 400 e tal pessoas com o problema, ainda que provisoriamente, resolvido. A nossa grande dificuldade, neste momento, é recrutar mão-de-obra que nos permita chegar ao máximo de casas e de problemas deste género", referiu.
A par da falta de mão-de-obra, o autarca identificou a ainda a necessidade de equipamentos elevatórios, que permitam chegar aos telhados.
De acordo com Carlos Lopes, na freguesia de Arega e também em Bairradas, a população continua a não ter fornecimento de energia.
"Eu próprio só tive ontem [quarta-feira] à noite pela primeira vez. Eram já 22:00 quando chegou à minha zona", acrescentou.
À Lusa, indicou que as grandes prioridades passam por mobilizar meios para "acudir às situações de catástrofe nas habitações", bem como "continuar a pedir à E-redes um esforço para ver se se consegue levar a energia a cerca de 30% da população".
"É população que está dividida por zonas isoladas e acabam por ser pessoas idosas, que estão há oito dias sem terem uma lâmpada para acender em casa. Isto é terrível em termos daquilo que é o próprio equilíbrio emocional", lamentou.
O autarca aludiu ainda ao facto de se estarem a registar, neste momento, chuvas e ventos intensos, que vêm estragar o que já tinha sido reparado.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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