Ferroviária moçambicana paralisa circulação no sul devido à chuva intensa
- 15/01/2026
"A direção executiva sul informa aos seus estimados clientes e ao público, em geral, que, devido às chuvas intensas que se fazem sentir ao longo da semana em curso, encontram-se paralisadas as circulações ferroviárias na Linha do Limpopo", lê-se no documento.
Os Caminhos de Ferro de Moçambique referem ainda que a medida, de caráter preventivo, foi tomada para garantir a segurança dos passageiros e de mercadorias e pela preservação das infraestruturas ferroviárias.
A empresa garante envidar esforços para a reposição da normalidade operacional assim que as condições de segurança estiverem repostas.
As chuvas fortes em Moçambique afetaram em menos de um mês 123.495 pessoas, provocando oito mortos bem como a destruição total ou parcial de quase 4.000 casas, segundo um balanço divulgado hoje.
O Governo moçambicano convocou para sexta-feira uma sessão extraordinária do Conselho de Ministros para avaliar a situação da atual época chuvosa, que já matou 94 pessoas no país desde outubro, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres.
"Para uma melhor avaliação da situação e resposta aos eventos extremos", o Governo, liderado pelo Presidente, Daniel Chapo, reúne-se sexta-feira, dia 16 de janeiro, "em sessão extraordinária do Conselho de Ministros", lê-se num comunicado do Gabinete de Informação moçambicano, enviado hoje à comunicação social.
Na quarta-feira, a Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos de Moçambique estimou que pelo menos 400 mil pessoas estão em risco de serem retiradas compulsivamente das zonas de residência, devido ao risco de inundações na província de Gaza, sul do país.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) de Moçambique emitiu um alerta vermelho para chuvas fortes a muito fortes nas próximas horas, sobretudo nas províncias de Gaza e Maputo, consideradas as mais vulneráveis face à intensidade da precipitação prevista para as próximas horas, com risco elevado de cheias, inundações e descargas atmosféricas.
Leia Também: Mortes nas inundações em Moçambique resultam de "governação falhada"













