Família pode voltar a casa sem risco de derrocada em Arcos de Valdevez
- 04/02/2026
Segundo o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, Olegário Gonçalves, "as pedras de grandes dimensões foram enterradas, não constituindo perigo para a população".
Os trabalhos "foram iniciados na manhã de hoje. A família, que ficou alojada em casa de familiares, recebeu indicação para regressar à habitação", que se encontrava na linha dos penedos.
O agregado familiar, constituído "por quatro pessoas, dois jovens e duas pessoas de mais idade, foi retirado de casa, por precaução, na terça-feira, cerca das 22:45".
No total, morreram dez pessoas na sequência do mau tempo, além de se terem registado centenas de feridos e desalojados.
A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas ao mau tempo e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal. Somaram-se quatro óbitos por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, edifícios de empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Entretanto, o estado do tempo em Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, desde terça-feira e previsivelmente até sábado, prevendo-se chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alertou para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, entre hoje e quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo.
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