Exército vai montar lonas em edifícios degradados de Figueiró dos Vinhos
- 31/01/2026
"No âmbito do apoio às populações em Figueiró dos Vinhos, o Exército Português está a assegurar o carregamento, transporte e montagem de lonas, a partir de uma empresa em Vila Nova de Famalicão, com destino a Figueiró dos Vinhos, visando a mitigação imediata dos danos verificados em edifícios na sequência da tempestade", anunciou o Exército em comunicado enviado para as redações.
As lonas destinam-se à reparação provisória de coberturas em edifícios afetados, ação que será executada por equipas especializadas de trabalhos em altura da Engenharia do Exército, contribuindo para a proteção de pessoas e bens na área afetada.
Na sexta-feira, o ministro da Defesa Nacional anunciou que as Forças Armadas iriam disponibilizar geradores para aquele concelho assim como telas impermeáveis com "alto grau de resistência e durabilidade" para a cobertura provisória dos telhados.
O ministro Nuno Melo reiterou ainda a disponibilidade de militares das Forças Armadas para "ajudar a debelar estas situações emergentes, seja a desimpedir terrenos, ajudando no abate de árvores ou numa atividade mais braçal", caso a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil assim o entenda.
Cerca de 90% da população do concelho de Figueiró dos Vinhos esteve sem energia elétrica desde a madrugada de quarta-feira, que começou a ser gradualmente restabelecida na quinta-feira ao fim do dia.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, vários feridos e desalojados, segundo a Proteção Civil.
A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No concelho da Batalha, distrito de Leiria, um outro homem de 73 anos morreu este sábado ao cair de um telhado quando estava a reparar as telhas.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém foram os distritos mais afetados que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.














