Exército sírio tomou controlo da prisão de Al-Hol após retirada de curdos
- 21/01/2026
O campo alberga um elevado número de famílias de antigos combatentes do grupo extremista Estado Islâmico.
Um correspondente da Agência France Presse (AFP) presente no local viu hoje um grande número de soldados de Damasco a abrir o portão principal e a tomar posições no complexo de grandes dimensões.
O campo de Al-Hol alberga, pelo menos, 24 mil pessoas, incluindo 15 mil sírios e 6.300 mulheres e crianças estrangeiras de 42 nacionalidades.
Os guardas das Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos, abandonaram na terça-feira o campo de detenção situado no nordeste da Síria.
De acordo com as novas autoridades de Damasco, a retirada das FDS permitiu a fuga de um número indeterminado de detidos.
Na terça-feira, o Governo sírio e as FDS anunciaram uma nova trégua de quatro dias.
As duas partes estão em confrontos há duas semanas agravando o impasse nas negociações com vista a um acordo de integração de militares numa única entidade.
O Ministério do Interior da Síria (correspondente ao Ministério da Administração Interna) acusou as FDS de permitirem a libertação de "um número de detidos" do grupo Estado Islâmico, que não foi determinado.
As FDS confirmaram posteriormente que os guardas curdos se retiraram do campo, mas não informaram se houve fuga de reclusos.
As forças curdas disseram que se verificou uma "indiferença internacional em relação à questão da organização terrorista (Estado Islâmico)" acusando a "comunidade internacional" de irresponsabilidade.
Os curdos afirmaram ainda que as forças foram redistribuídas para outras áreas onde enfrentam "riscos e ameaças crescentes" por parte das forças governamentais.
As Forças Democráticas Sírias, o principal contingente apoiado pelos Estados Unidos no combate contra o grupo Estado Islâmico na Síria, controlam mais de uma dezena de prisões no nordeste do país, onde cerca de nove mil membros do grupo extremista estão detidos sem julgamento.
O grupo Estado Islâmico foi derrotado no Iraque em 2017 e na Síria dois anos depois, mas células do grupo ainda realizam ataques mortais em ambos os países.
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