Exército com 1.648 militares em 41 concelhos de 12 distritos
- 08/02/2026
Em comunicado, o Exército informa que "mantém o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno".
No dia de hoje, "o Exército tem 1.648 militares empenhados, em 12 distritos e 41 municípios, garantindo missões de engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, energia/iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica".
Para assegurar esta capacidade "estão mobilizadas 153 viaturas táticas ligeiras, 129 viaturas táticas pesadas, 23 máquinas de engenharia e 15 geradores, bem como módulos de comunicações, complementados por meios preposicionados para emprego rápido sempre que necessário".
Até ao momento, indica o Exército, "o esforço desenvolvido traduziu-se "na proteção e recuperação de habitações, com 207 lonas/telas aplicadas e 64 coberturas reparadas", bem como no restabelecimento de acessos e apoio logístico.
Além disso, foram ainda transportadas 264 toneladas de carga e 362 quilómetros itinerários/estradas abertos e removidas 526 toneladas de escombros, em operações de "recuperação de condições de segurança".
Na nota, o Exército refere que foram igualmente disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 773 patrulhas, apoiadas 233 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 1.350 quilogramas de roupa lavada.
"Em operações de resposta imediata, foram também transportadas 500 pessoas, instalados 180 metros de barreiras de contenção e utilizados 10.133 sacos de areia, reforçando a proteção de pessoas e bens nas zonas mais vulneráveis", enumera.
O Exército Português assegura que "continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno".
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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