Ex-primeiro-ministro do Mali condenado a dois anos de prisão
- 09/02/2026
Um juiz do tribunal de recurso de Bamako, capital do Mali, condenou hoje Moussa Mara a dois anos de prisão, dos quais um efetivo, e a uma multa de 500 mil francos CFA (cerca de 762 euros).
Moussa Mara, que foi primeiro-ministro do Mali durante oito meses entre 2014 e 2015, e que está preso desde 01 de agosto, afirmou nas redes sociais que visitou prisioneiros, "detidos por motivos políticos", a quem prometeu que um dia obteriam justiça.
Esta pena confirma a sua condenação em primeira instância, em 27 de outubro, pelo Tribunal Judicial especializado na luta contra a cibercriminalidade.
"Não vamos desistir", disse o advogado do político, Mountaga Tall, acrescentando que vai "recorrer ao Supremo Tribunal".
O Mali é governado por uma junta militar desde dois golpes de Estado, em 2020 e 2021.
Os militares tomaram medidas repressivas contra a imprensa e as vozes críticas, e dissolveram os partidos políticos e as organizações de caráter político.
Desde 2012, este país do Sahel enfrenta uma profunda cise económica e de segurança, alimentada principalmente pela violência de grupos afiliados à Al-Qaida e ao Estado Islâmico (EI), bem como de grupos criminosos comunitários.
A junta, liderada pelo general Assimi Goïta, comprometeu-se a devolver o poder aos civis até março de 2024, mas desde então não cumpriu essa promessa.
Em julho de 2025, o regime militar concedeu ao general um mandato presidencial de cinco anos renovável "tantas vezes quantas forem necessárias" e sem eleições.
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