Ex-organizador de vigílias de Tiananmen declara-se culpado por subversão

  • 22/01/2026

Pelo contrário, Chow Hang-tung e Lee Cheuk-yan, dois antigos líderes da Aliança de Hong Kong de Apoio aos Movimentos Democráticos Patrióticos da China, declararam-se inocentes, numa sessão presidida pelo juiz Alex Lee Wan-tang.

 

Lee presidiu também ao julgamento de Jimmy Lai, ativista pró-democracia e ex-magnata dos media, que em dezembro foi considerado culpado de conspiração para conluio com forças estrangeiras e conspiração para publicar artigos sediciosos.

Caso sejam condenados, os três ativistas enfrentam penas de até dez anos de prisão, ao abrigo da lei de segurança nacional, imposta por Pequim em 2020 após os protestos antigovernamentais, por vezes violentos, que abalaram a cidade em 2019.

Os três acusados foram detidos em setembro de 2021 e estão na prisão desde então, embora Albert Ho tenha sido brevemente libertado sob caução, regressando à prisão meses mais tarde, após alegadamente ter violado os termos da liberdade condicional.

As audiências judiciais, que deveriam ter começado em maio, mas foram adiadas duas vezes, deverão prolongar-se durante 75 dias.

Na sessão de hoje, o procurador Ned Lai Ka-yee acusou Albert Ho de, em discursos proferidos durante décadas de vigílias pelas vítimas de Tiananmen, defender repetidamente o fim do regime de partido único na China.

Algo que a acusação considera uma violação da Constituição chinesa e um incitamento à subversão do poder do Estado.

As vigílias foram interrompidas em 2020, devido à pandemia de covid-19, e nunca mais foram retomadas devido à entrada em vigor da lei de segurança nacional.

Hong Kong e Macau eram até então os únicos locais da China onde, através de vigílias à luz de velas, se celebrava a 04 de junho o aniversário da repressão dos protestos pró-democracia de 1989 na capital chinesa.

Também em Macau, a vigília em homenagem às vítimas de Tiananmen no largo do Senado, coração da cidade, foi proibida.

De acordo com o portal de notícias Hong Kong Free Press, a audiência contou com a presença de diplomatas de França, Suécia e Irlanda, assim como antigos membros e voluntários da Aliança, que se dissolveu em 2021.

"A perseguição aos ativistas de Hong Kong por homenagearem as vítimas do massacre da Praça Tiananmen é mais um passo no uso das leis de segurança nacional pelas autoridades para silenciar a dissidência", afirmou a Amnistia Internacional, num comunicado.

A diretora adjunta da organização para a Ásia, Sarah Brooks, declarou que "este não é um caso de segurança nacional, mas sim uma tentativa de reescrever a história e punir aqueles que se recusam a esquecer as vítimas da Praça Tiananmen".

O principal crime da Aliança "foi procurar a verdade e a justiça para os manifestantes mortos pelo exército chinês e para as suas famílias", acrescentou Brooks.

A Amnistia Internacional e outras organizações não governamentais estimam que mais de 300 pessoas tenham sido detidas desde 2020 em casos relacionados com a lei de segurança nacional, incluindo activistas, jornalistas e académicos.

Leia Também: Líder de Hong Kong promete "ir ao fundo" de incêndio em habitação social

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2924000/ex-organizador-de-vigilias-de-tiananmen-declara-se-culpado-por-subversao#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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