Ex-comissário finge ser piloto para ter voos grátis. Esquema durou 4 anos
- 21/01/2026
Um antigo comissário de bordo de uma companhia aérea canadiana fingiu ser não só um comissário de bordo no ativo, como também piloto, por forma a usufruir de centenas de voos grátis em companhias aéreas norte-americanas.
Dallas Pokornik, de 33 anos, foi detido no Panamá e extraditado para os Estados Unidos, depois de, em outubro passado, ter sido formalmente acusado de fraude eletrónica, adiantou o Distrito do Havaí da Procuradoria-Geral dos Estados Unidos, num comunicado emitido na terça-feira.
O homem, que é natural de Toronto, no Canadá, foi comissário de bordo para uma companhia sediada naquela cidade de 2017 a 2019. Depois, e de acordo com as autoridades norte-americanas, “Pokornik alegou falsamente ser piloto de avião e apresentou um cartão de identificação de funcionário fictício para obter centenas de voos gratuitos em três companhias aéreas diferentes”, ao longo de quatro anos.
“Durante o esquema fraudulento, Pokornik solicitou um assento extra na cabine do avião, apesar de não ser piloto e não possuir licença de piloto”, complementou.
As companhias aéreas visadas não foram identificadas na acusação, na qual consta apenas que são sediadas em Honolulu, Chicago e Fort Worth, de acordo com a Associated Press. Além disso, representantes da Hawaiian Airlines, United Airlines e American Airlines não responderam às tentativas de contacto da agência de notícias.
Pokornik declarou-se inocente, na terça-feira, mas um juiz federal dos Estados Unidos ordenou a que se mantivesse sob custódia.
Caso seja condenado, o homem enfrenta até 20 anos de prisão, assim como o pagamento de uma multa de até 250 mil dólares (213.635 euros) e um período de liberdade condicional.














