EUA têm nova pirâmide alimentar (invertida). O que dizem os dietistas?
- 05/02/2026
No início do ano, o Department of Health and Human Services and the Department of Agriculture, dos Estados Unidos, apresentou as novas diretrizes alimentares para os próximos cinco anos no país, a Dietary Guidelines for Americans (DGAs). Foi apresentada uma nova pirâmide alimentar diferente do que estamos habituados. Esta é invertida e conta com algumas diferenças.
Segundo o website EatingWell, esta nova pirâmide conta apenas com três grupos alimentares, ao contrário da anterior que continha cinco ou até seis. Nesta nova versão, proteínas, laticínios e gorduras saudáveis devem estar no centro de cada refeição.
Como é a nova pirâmide alimentar invertida?
“Cada refeição deve priorizar proteínas de alta qualidade e ricas em nutrientes, tanto de origem animal quanto vegetal, combinadas com gorduras saudáveis provenientes de alimentos integrais como ovos, peixe e marisco, carnes, laticínios integrais, nozes, sementes, azeitonas e abacates”, explicam.
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De acordo com a DGAs, a meta de proteínas deve fixar-se entre os 0,54 e os 0,75 gramas por peso ao longo de cada dia. Frutas e vegetais estão em segundo lugar desta pirâmide invertida.
Neste caso, são sugeridas três porções de vegetais e duas de frutas por dia. Depois, na base da pirâmide estão os grãos integrais, que devem ser consumidos em porções de dois ou quatro ao longo do dia.
O que uma dietista diz sobre a nova pirâmide alimentar?
A dietista Madeline Peck deu a sua opinião sobre a nova pirâmide dos alimentos. Apesar de concordar com algumas mudanças, diz que nem tudo é positivo.
“A nova pirâmide alimentar apresenta alimentos ricos em gordura saturada, como queijo e carne vermelha, na parte mais larga, o que sugere que devem ser consumidos em maior quantidade do que os alimentos mais próximos da base, que incluem leguminosas e grãos integrais”, começa por dizer.
Alerta que esta prática “é inconsistente com o que sabemos ser verdade, uma vez que gordura saturada deve ser limitada a 10% ou menos da ingestão calórica total”. Avisa que o consumo excessivo de gordura pode levar ao aumento da fadiga, dificuldade em concentração e problemas digestivos.
Madeline Peck considera ainda que existem grupos alimentares saudáveis que acabam por não ser tão priorizados nesta nova pirâmide e que podem trazer benefícios ao intestino.
“Tanto as leguminosas quanto os grãos integrais são uma fonte valiosa de fibras, um nutriente que a grande maioria das pessoas não consome em quantidade suficiente. As fibras são muito importantes para a saúde intestinal, o colesterol, a energia, a longevidade e a saúde em geral.”
A especialista revela ainda que esta nova pirâmide não vai de encontro ao que muitos dietistas, nutricionistas e alguns estudos recentes consideram o mais adequado.
“A proteína é essencial e deve ser um foco na dieta, mas não em detrimento de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais, que são secundários nesta pirâmide, mas cruciais para o nosso intestino, coração e mente. O ideal é equilibrar a proteína animal com alimentos vegetais ricos em nutrientes.”














