EUA provocam mais de 100 mortos em operações antidroga em 5 meses
- 01/01/2026
A administração liderada pelo presidente Donald Trump, que considera os cartéis de droga latino-americanos como organizações terroristas e lhes declarou um "conflito armado direto", justifica as operações militares das tropas norte-americanas em águas internacionais.
Em agosto, ordenou o envio de navios de guerra para as Caraíbas, tendo como foco principal a Venezuela, e posteriormente estendeu a ofensiva ao Oceano Pacífico, envolvendo a Colômbia e rotas marítimas junto à sua costa.
Tanto o Governo de Nicolás Maduro na Venezuela como o de Gustavo Petro na Colômbia - ambos acusados por Trump de terem ligações ao narcotráfico - denunciaram estes ataques como assassinatos e execuções extrajudiciais.
A ONU, por sua vez, alertou que estas ações constituem violações do direito internacional e apelou aos Estados Unidos para que as suspendam.
A escalada coincide com o aumento do escrutínio no Congresso dos EUA sobre a legalidade destas operações, especialmente após o ataque de 02 de setembro, quando um atentado bombista matou dois sobreviventes, um ato que os especialistas descreveram como um possível crime.
Os EUA anunciaram hoje ter lançado na quarta-feira um novo ataque também em águas internacionais, sem dar mais detalhes, no qual morreram cinco pessoas.
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