EUA. Marido que planeou morte da mulher (com a ama) considerado culpado
- 02/02/2026
Brendan Banfield, o homem que foi acusado matar a esposa e um outro homem para ficar com a ama, Juliana Magalhães, foi condenado, esta segunda-feira, por dois crimes de homicídio agravado. Depois do crime no condado de Fairfax, no estado norte-americano da Virginia, Brendan, de 40 anos, pode ser agora sentenciado a uma pena de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. A sentença será conhecida a 8 de maio.
A informação é avançada pela imprensa norte-americana, que dá conta de que o júri deliberou durante 9 horas, ao longo dos últimos dois dias, para chegar a esta decisão.
Em tribunal, Brendan, que, de acordo com a ABC News, não terá mostrado grandes emoções ao ouvir o veredicto, disse que as alegações feitas eram "uma loucura completa" e que o caso que tinha com Juliana Magalhães não passava de um caso, negando intenções de ficar com ela.
O caso remonta a fevereiro de 2024, e, de acordo com a acusação, Brendan elaborou um plano ao detalhe para deixar de estar casado com a mulher, Christine Banfield, com quem tinha uma filha, na altura com quatro anos.
De acordo com a imprensa, foi a ama da criança quem explicou esta teoria às autoridades, tendo feito um acordo. Declarou-se culpada e vai ver a sua pena de prisão reduzida.
Juliana Magalhães, de 25 anos, foi acusada de homicídio em segundo grau. Em tribunal, a procuradora, Jenna Sands, disse que "Banfield estava apaixonado por Juliana. Pode fingir que era apenas um caso - já os tinha tido antes. Mas estava apaixonado por Juliana".
"Tinha medo de perder a mulher, então precisava de se ver livre dela para que os dois conseguissem ficar juntos e pudessem ter os bebés para os quais estava a escolher os nomes", acrescentou.
Juliana disse às autoridades que o patrão queria casar com ela e ter filhos e explicou que ele não se queria divorciar porque "ela iria ficar com mais dinheiro do que ele", para além de ficar com a custódia da sua filha. Segundo a ama, as intenções de se "ver livre" da mulher começaram em outubro de 2022, e que, inicialmente, achou que "ele estava a brincar."
Juliana considerou-se, no âmbito do acordo feito, culpada, e explicou que tinha ajudado Brendan a criar um perfil num site de fetiches. Nesse site, os dois acabaram por levar a outra vítima mortal, Joseph Ryan, a ir até à casa do casal, construindo uma narrativa à volta de um cenário de violação.
Sands disse ainda que não havia provas de que Christine Banfield tivesse alguma vez usado sites de encontros ou mais dedicados a fetiches e que havia sinais de que o local do crime tinha sido manipulado". A procuradora apontou mesmo que Juliana contou "como o plano nasceu e como tudo decorreu."
Já o agora condenado, disse em tribunal que chegou a casa depois de a ama lhe ter ligado a dar conta de que se passava algo de sinistro em casa. Segundo a sua versão, quando chegou a casa pegou na sua arma, para a qual tem autorização, e foi até ao quarto, onde encontrou a sua mulher nua com Joseph Ryan. Depois, a mulher terá gritado: "Brendan, ele tem uma faca."
"Estava extremamente assustado", contou Brendan ao juri, acrescentando: "Acho que nunca estive tão em pânico na minha vida." Depois, segundo a sua versão, o homem que estava com a esposa teria esfaqueado a mulher e só aí é que ele disparou contra ele.
Os procuradores dizem que Christina Banfield foi esfaqueada sete vezes no pescoço.
Para além das acusações de duplo homicídio, este homem foi também acusado de colocar uma criança em perigo, já que, de acordo com a ABC News, a filha do casal estava em casa na altura das mortes. "Ele deixou-a na cave, sabendo que Joe Ryan estava no andar de cima. Deixou-a na cabe enquanto matava Joe Ryan. Deixou-a na cabe enquanto esfaqueava a mulher."














