EUA enviam seis toneladas de material médico prioritário para Caracas
- 13/02/2026
Os produtos clínicos "vão ajudar a estabilizar o sistema de saúde venezuelano, a satisfazer as necessidades médicas críticas, a reduzir doenças evitáveis ??e a salvar vidas", afirmou o Departamento de Estado em comunicado.
A encarregada de negócios da Embaixada dos EUA em Caracas confirmou a chegada do carregamento à capital venezuelana, sem detalhar o conteúdo, numa fase de reatamento das relações entre os dois países e do alívio das sanções económicas de Washington.
"Mais um dia produtivo aqui em Caracas! Hoje facilitamos a entrega de mais de 6.000 quilogramas de medicamentos para apoiar a recuperação do povo venezuelano", comentou Laura Dogu, numa mensagem acompanhada de fotos de um avião de carga no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, que serve Caracas.
Laura Dogu estava acompanhada pelo representante diplomático da Venezuela nos EUA, Félix Plasencia, de acordo com imagens transmitidas pelo canal estatal venezuelano, que expressou gratidão pelo envio e indicou que este abastecimento se destina à rede de hospitais de ambulatório do país.
Em 27 de janeiro, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou o desbloqueamento dos ativos do país nos EUA, em resultado das negociações com a administração do homólogo norte-americano, Donald Trump, dando conta também da aquisição de equipamentos hospitalares através dos fundos libertados.
A líder venezuelana afirmou que os montantes desbloqueados iam servir também para a compra de equipamentos destinados à rede elétrica e à indústria do gás do país sul-americano.
A chegada do material médico ocorreu no mesmo dia em que o Presidente norte-americano manifestou a intenção de visitar a Venezuela, sem especificar uma data.
Poucas horas antes, os EUA autorizaram cinco grandes empresas petrolíferas a retomar ou a expandir as operações na Venezuela sob supervisão de Washington.
A autorização inclui as empresas britânicas BP e Shell, a italiana Eni e a espanhola Repsol, bem como a norte-americana Chevron, que já vinha mantendo operações no país através de uma isenção.
Desde a incursão militar norte-americana no início de janeiro que levou à captura do então Presidente venezuelano Nicolás Maduro, Trump pretende retomar a exploração dos recursos petrolíferos e de gás venezuelanos.
Em simultâneo, o Departamento do Tesouro está a suspender gradualmente o embargo imposto pelos Estados Unidos em 2019, durante o primeiro mandato de Donald Trump.
As medidas permitiram que as empresas multinacionais de petróleo e gás continuassem a operar de forma limitada, até ao regresso do político republicano à Casa Branca, em janeiro do ano passado.
Nessa altura, Trump cancelou as licenças de exploração, com exceção da Chevron.
Delcy Rodríguez reuniu-se com representantes da Repsol no início deste mês e também com executivos da empresa francesa Maurel&Prom, que não consta da lista agora divulgada por Washington.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris.
Mas a produção é baixa, limitada a um milhão de barris por dia, depois de décadas de subinvestimento que deixaram as infraestruturas petrolíferas num estado deplorável.
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