EUA e Europa têm de trabalhar juntos, defende CEO da Nokia
- 30/01/2026
O CEO da Nokia, Justin Hotard, deu uma entrevista à Reuters onde defendeu que a Europa e os EUA devem trabalhar juntos, notando que as empresas tecnológicas não podem estar dependentes de um único continente.
Os comentários de Hotard surgem numa altura em que a União Europeia se tem mostrado mais inclinada a apostar em soberania tecnológica, reduzindo assim a sua dependência de empresas norte-americanas.
“Nenhum de nós consegue sobreviver apenas num continente ou no outro”, afirmou Hotard. “Precisamos de ambos, principalmente na área da tecnológica, onde a oportunidade e o direito de vencer é ditado pelo ciclo tecnológica, é fundamental ter o maior acesso possível ao mercado”.
Os comentários de Hotard não são uma completa surpresa tendo em conta que a Nokia (e a sueca Ericsson) estão entre os principais fabricantes e fornecedores de infraestrutura 5G dos EUA.
Tendo isto em conta, é natural que a Nokia queira continuar a ter boas relações tanto nos EUA como no espaço europeu.
França vai banir Google Meet, Teams e Zoom
O presidente francês Emmanuel Macron fez declarações no final do ano passado onde afirmou que a Europa não podia ser um “vassalo” tecnológico dos EUA e da China, apelando aos países que compõem a União Europeia que dêem preferência a plataformas e soluções tecnológicas europeias.
Agora, diz um porta-voz do governo francês ao site Politico que a França se prepara para proibir o uso dos serviços de videochamada Google Meet, Microsoft Teams e Zoom entre funcionários públicos.
Ao invés destas plataformas, o governo francês adotará o Visio, um software de videochamada criado a partir da infraestrutura desenvolvida pela empresa francesa Outscale.
A publicação afirma que o anúncio oficial será feito “nos próximos dias” e que esta transição na plataforma usada pelos funcionários públicos para videochamadas será completada até 2027.
Os dados existentes indicam que o Visio já é usado por cerca de 40 mil funcionários públicos e, eventualmente, deverá chegar a ter até 250 mil utilizadores. O governo francês monitorizará esta transição e, nos próximos meses, deverá proceder ao bloqueio de outras ferramentas de videochamada através da rede de Internet do Estado.
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