EUA anunciam fim da transferência de detidos do grupo EI para o Iraque
- 13/02/2026
O Centcom indicou ter realizado um último transporte aéreo na noite de quinta-feira, tendo transferido, no total, desde 21 de janeiro, "mais de 5.700 homens adultos" para prisões iraquianas, de acordo com um comunicado.
No final de janeiro, o exército norte-americano referiu ter procedido à transferência de cerca de 7.000 suspeitos do EI.
A deslocação foi justificada por razões de segurança, uma vez que estes homens estavam anteriormente detidos por combatentes curdos sírios, forçados a retirar-se de vastos territórios no norte e no nordeste do país, sob pressão do Exército sírio, que ali se tinha mobilizado.
Quinta-feira, o ministro da Justiça iraquiano, Khaled Shwani, já tinha anunciado a conclusão do processo de acolhimento de cerca de 7.000 presos do grupo extremista que estavam na Síria, após acordo entre Damasco e autoridades curdas.
Shwani disse que entre os presos transferidos há responsáveis do grupo EI, que descreveu como "extremadamente perigosos", adiantando existirem cerca de 60 nacionalidades, mas uma maioria de sírios.
"Nenhum deles vai ser transferido para o Curdistão", garantiu, acrescentando que são "as forças da coligação internacional (que combateu o EI) que pagam a movimentação e a detenção dos presos", todos juntos num único estabelecimento em Bagdad.
Khaled Shwani disse que "foi criada uma equipa de segurança para controlar o transporte e entrega dos prisioneiros ao Ministério da Justiça", integralmente constituída por iraquianos, enquanto, do lado sírio, são as forças norte-americanas as responsáveis pela operação.
Shwani lembrou que há legislação antiterrorista no país e todos os presos vão ser julgados, incluindo os de outras origens até porque o EI cometeu atos terroristas em território iraquiano.
"Segundo a lei iraquiana, pertencer ao EI é um crime punível com pena perpétua", afirmou, destacando que há 'emires' do grupo entre os detidos, colocados "numa prisão de alta segurança".
Na Síria, a maioria dos familiares dos extremistas estrangeiros já deixou o campo de acolhimento de Al-Hol (nordeste), com a saída das tropas curdas, em 20 de janeiro, e a substituição pelas forças sírias.
Al-Hol é o maior campo para familiares do EI na Síria e abrigava cerca de 6.300 mulheres e crianças estrangeiras, numa secção de alta segurança conhecida como "anexo".
Os Estados Unidos estabeleceram uma coligação internacional depois de o EI ter tomado grandes extensões de território na Síria e no Iraque, em 2014, aproveitando a guerra civil.
O EI foi derrotado na Síria, em 2019, por forças predominantemente curdas, apoiadas pela coligação e, posteriormente no Iraque, em 2017.
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