Estudo sobre impacto das tarifas? "É uma vergonha"
- 18/02/2026
Em entrevista à cadeia de televisão CNBC, Kevin Hassett afirmou que o estudo sobre o impacto das tarifas introduzidas no ano passado pelo Presidente Donald Trump "é uma vergonha".
"Penso que é o pior estudo que já vi em toda a história da Reserva Federal. As pessoas associadas a este estudo deveriam provavelmente ser punidas", acrescentou.
O Banco da Reserva Federal de Nova Iorque publicou o breve relatório a 12 de fevereiro, concluindo que "quase 90% do encargo económico das tarifas recaiu sobre as empresas e os consumidores americanos".
Hassett é um dos conselheiros mais próximos de Donald Trump e era um dos principais candidatos à presidência da Reserva Federal quando o mandato de Jerome Powell terminar, em maio.
O Presidente acabou por escolher Kevin Warsh, um ex-governador do banco central, e afirmou que preferia continuar a ver Kevin Hassett defender as suas políticas económicas na televisão.
No seu primeiro dia de mandato, a 20 de janeiro de 2025, Trump assinou um memorando intitulado "Política Comercial 'América Primeiro'", delineando as prioridades imediatas e orientando as agências governamentais para rever os desequilíbrios comerciais.
A 01 de fevereiro de 2025 anunciou a primeira grande vaga de novas tarifas, de 25% sobre todos os produtos do México e do Canadá, e mais 10% sobre os produtos da China.
As tarifas universais sobre o aço e o alumínio entraram em vigor a 12 de março de 2025.
Trump invocou a Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA) para declarar o estado de emergência nacional em relação aos défices comerciais, em abril de 2025.
A medida permitiu estabelecer uma tarifa básica universal de 10% sobre quase todas as importações de todos os países.
A 09 de abril de 2025 foram implementadas tarifas "recíprocas" específicas, nas quais as taxas para determinados países (como uma taxa de 104% sobre a China) foram aumentadas para corresponder aos impostos que esses países cobram sobre os produtos norte-americanos.
Desde então, o seu governo tem vindo a negociar acordos com os principais parceiros comerciais, muitas vezes reduzindo as tarifas em contrapartida de aumento das compras de produtos norte-americanos e investimentos industriais no país.
Trump tem usado as tarifas alfandegárias como um instrumento de política económica, para diminuir o défice comercial norte-americano, mas também para coação política, mais recentemente ameaçando com sobretaxas os países europeus que apoiaram a Dinamarca na crise em torno da Gronelândia.
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