Estrutura de Missão diz que "perímetro do dano não para" em Leiria
- 13/02/2026
"Esta Estrutura de Missão tem, neste momento, uma enorme dificuldade, que é de facto o perímetro do dano não parar. Ou seja, nós estamos ainda longe de podermos dizer os danos são estes, porque neste momento estamos também com as cheias, com as questões da bacia do Mondego", salientou.
O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, reuniu hoje, ao final do dia, em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.
Após o período da ordem do dia da reunião, Paulo Fernandes falou com os jornalistas, notando que a Estrutura de Missão não tem ainda sequer "aquilo a que se possa chamar a estabilização do próprio dano", para se poderem equacionar outras vertentes.
"Estamos sempre em emergência, a vermos como é que podemos ajudar, também no contexto do socorro, numa perspetiva não tanto da proteção social de forma direta, mas como é que as comunidades, as empresas, as pessoas, como conseguimos criar modelos colaborativos que ajudem e que ninguém, obviamente, possa ser esquecido neste processo", sustentou.
O antigo presidente da Câmara Municipal do Fundão indicou que os dez municípios da Região de Leiria partilham as dificuldades que continuam a sentir com as telecomunicações e com o facto de a recuperação da fibra estar ainda muito atrasada.
Entre "20 a 25 mil pessoas continuam sem eletricidade", muitas infraestruturas públicas sofreram danos de "enorme dimensão", sublinhou.
"A questão das redes viárias também aqui foi falada, não só das redes viárias principais e secundárias, que estão obviamente muito danificadas, mas também das redes viárias do ponto de vista mais rural, mais agrícola, florestal", referiu.
A CIM Região de Leiria é composta pelos municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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