Estónia soma mais mil combatentes russos à 'lista negra' que proíbe entrada
- 06/02/2026
A lista inclui agora mais 1.073 combatentes russos, além das 261 pessoas que a Estónia já tinha proibido de entrar no país vindas da Rússia em janeiro.
"A contínua agressão da Rússia contra a Ucrânia é um dos piores crimes contra a humanidade. Os militares russos que combateram na Ucrânia, e que ainda lá combatem, mataram, destruíram, violaram e saquearam. Fechar o espaço europeu comum para eles é do interesse da segurança de todos nós", sublinhou o ministro do Interior, Igor Taro, citado num comunicado.
Taro afirmou que "centenas de milhares de cidadãos russos lutaram e ainda lutam contra a Ucrânia".
"A guerra de agressão também deve ter um preço para cada um deles", enfatizou, e o encerramento do Espaço Schengen para eles faz parte desse preço, argumentou.
Talin estima que até 1,5 milhões de cidadãos russos tenham participado na agressão armada da Rússia à Ucrânia, dos quais aproximadamente 640 mil ainda estão na linha da frente.
A Estónia realça ainda que, na Rússia, o número total de crimes graves relacionados com o uso da violência atingiu o seu nível mais elevado em 15 anos no primeiro semestre de 2025, tendo sido registados mais de 333 mil destes crimes.
"Este aumento está parcialmente relacionado com o regresso em massa à linha da frente de criminosos previamente condenados", defendeu.
"Sabe-se, através de guerras anteriores iniciadas pela Rússia, como no Afeganistão ou na Chechénia, que aqueles que regressam da linha da frente começam a procurar novos desafios violentos no âmbito do crime organizado", acrescentou o ministro.
Taro instou os parceiros da União Europeia (UE) a seguirem o exemplo da Estónia.
"Tenho enfatizado isto em diversas reuniões recentes com parceiros estrangeiros. A nossa medida é reconhecida, compreendida e, sem dúvida, será acatada. Como o resultado é singular --- uma Europa mais segura ---, é importante que partilhemos o ónus de acrescentar centenas de milhares de soldados agressores à lista de proibidos", destacou ainda.
A Estónia levantou a questão de proibir a entrada aos combatentes russos na reunião dos ministros do Interior dos países nórdicos e bálticos no Verão e também na reunião informal do Conselho de Assuntos Internos da UE no mês passado, no Chipre.
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