Este Ferrari juntou três continentes, mas só estará à venda num país
- 19/01/2026
Há um novo Ferrari, mas que poucos poderão ter. O modelo personalizado, designado 12Cilindri Tailor Made, só estará no mercado da Coreia do Sul, país no qual foi inspirado.
O automóvel nasceu de uma colaboração entre três continentes: quatro artistas sul-coreanos (Ásia), o Ferrari Centro Stile em Itália (Europa) e ainda a publicação independente americana de design, cultura e tecnologia Cool Hunting (América do Norte).
O trabalho levou cerca de dois anos a ficar completo, com o objetivo essencial a ser o de transpor "a energia artística e cultural da Coreia do Sul para uma criação única" do fabricante de Maranello.
O modelo de base é o 12Cilindri. Como o nome indica, tem um motor V12, de 6,5 litros, com potência de 830 cv. A aceleração dos 0 aos 100 km/h faz-se em cerca de três segundos, enquanto a velocidade máxima supera os 340 km/h. O modelo de dois lugares e motor dianteiro inspira-se nos Gran Turismo da Ferrari nos anos 1950 e 1960.
O que há de diferente neste Ferrari?
A pintura especialmente concebida - Yoonseul - transita de verde para violeta, com reflexos em azul. Tal como se fosse a luz solar a incidir no mar. É o cunho de personalidade imediatamente visível neste 12Cilindri, unindo a história e tradição da Coreia do Sul. A inspiração vem da cerâmica típica Celadão, mas também da energia da cidade de Seul com o k-pop e as luzes de néon.
De facto, a dupla Graycode, jiiiiin - que trabalha na arte sonora – esteve envolvida, traduzindo o motor V12 numa obra de arte visual para a carroçaria - aplicada pelos artesãos da Ferrari. A técnica usou uma tinta de transição num tom mais escuro, com um tratamento inédito para um Ferrari.
Dahye Jeong é responsável pelo padrão visto no tecido tridimensional usado nos bancos, piso e superfícies macias do habitáculo. É a primeira vez que tal tecido, desenvolvido por uma empresa sul-coreana, entra num Ferrari. O tejadilho panorâmico tem uma serigrafia do mesmo padrão. Há uma peça tecida à mão com crina de cavalo mongol a adornar o painel de instrumentos.
O túnel central foi modificado com um efeito translúcido - também visível numa placa dedicatória feita à mão com o nome do projeto. É da autoria de Hyunhee Kim, que contribui igualmente com com trabalhos translúcidos no exterior - em particular nos escudos Scuderia Ferrari e tampas das rodas, para além do logótipo do Cavallino Rampante. E, pelas mãos da mesma artista, há um estojo tradicional para objetos para o porta-bagagens, que também pode ser usado como mala.
O branco está muito presente no automóvel, com Tae Hyun Lee a reinterpretar a laca que habitualmente usa nos seus projetos para criar superfícies brilhantes e refletoras. Inclusive as pinças de travão (numa estreia na gama) e as patilhas de mudanças são em branco.














