Estados Unidos enviaram "pequena equipa" militar para a Nigéria
- 03/02/2026
Os dois países decidiram há duas semanas reforçar a sua cooperação militar na sequência das pressões diplomáticas exercidas por Washington sobre Abuja, cidade onde está instalado o poder central, relativamente à violência cometida por terroristas e outros grupos armados.
O presidente Donald Trump afirmou, nomeadamente, que os cristãos da Nigéria estavam a ser "perseguidos" e vítimas de um "genocídio" levado a cabo por "terroristas", o que Abuja e a maioria dos especialistas negaram veementemente, uma vez que a violência afeta indistintamente cristãos e muçulmanos no país mais populoso de África.
Os Estados Unidos e a Nigéria decidiram uma "colaboração reforçada", o que levou à "participação de uma pequena equipa americana, que traz competências únicas para reforçar os esforços envidados pela Nigéria há vários anos", afirmou hoje o general Dagvin R.M. Anderson numa conferência de imprensa virtual, sem, no entanto, especificar a natureza das atividades dessa equipa.
O Africom já tinha explicado à agência de notícias francesa AFP, no final de janeiro, que o exército americano estava a aumentar as entregas de material e a partilha de informações com a Nigéria, no âmbito de uma estratégia destinada a perseguir os terroristas do grupo Estado Islâmico (EI).
No dia de Natal, os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos do EI no estado de Sokoto, no noroeste da Nigéria.
O Africom precisou à AFP que o apoio dos americanos se concentraria nessa região, bem como no nordeste da Nigéria, onde a violência causada pelo terrorismo, orquestrada pelo Boko Haram e sua fação dissidente, o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), massacra o país desde 2009.
A Nigéria está dividida quase igualmente entre um norte predominantemente muçulmano e um sul principalmente cristão.
Embora milhões de pessoas vivam pacificamente lado a lado, a identidade religiosa e étnica continua a ser um assunto sensível neste país marcado pela violência confessional.
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