Estado de calamidade? "Declaração não colocou máquina ali. Já lá estava"

  • 30/01/2026

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reiterou, esta quinta-feira, que "foi feito aquilo que deveria ter sido feito" no que diz respeito à prevenção e à resposta face à passagem da depressão Kristin, que devastou várias regiões e provocou, pelo menos, cinco mortos. Isto porque, conforme apontou, "não era um papel que ia fazer com que uma máquina que está a abrir uma estrada, […] em vez de demorar três horas a limpar aquela estrada, demorasse duas".

 

"Como temos explicado, a declaração do estado de calamidade não acrescenta nada às respostas que foram dadas", começou por dizer, em declarações à SIC Notícias.

O responsável salientou, por isso, que "todas as autoridades, os comandos da proteção civil, desde antes de a tempestade ter chegado estão em prontidão máxima", havendo "dezenas de funcionários no terreno, sem dormir, a recuperar os danos".

"Este é um momento de gravidade. O fenómeno, sobretudo na região Centro, concentrou em Leiria, mas até à fronteira, praticamente não tem precedentes com aquela violência. Não é uma tempestade em geral. Ali, localizou-se uma coisa chamada ciclogénese explosiva, com uma gravidade brutal naquela zona, muito concentrada", acrescentou, lembrando que "não estavam previstos ventos de 200 km/h".

Confrontado com as críticas quanto à falta de meios de socorro no terreno, Leitão Amaro deu conta de que os recursos "estavam noutros sítios", sendo que "a outros [locais] não conseguiram chegar por as estradas estarem intransitáveis, porque estavam a ser reabertas".

"Não era um papel que ia fazer com que uma máquina que está a abrir uma estrada, […] em vez de demorar três horas a limpar aquela estrada, demorasse duas. Não é assim. A declaração de estado de calamidade não colocou aquela máquina ali mais tarde; ela já lá estava", disse, ressalvando que "não era possível chegar a todo o sítio, a toda a hora".

"Foi feito aquilo que deveria ter sido feito. Foi feito aquilo que mandam as boas práticas"

Em concreto, o governante explanou que a declaração de estado de calamidade "permite reconhecer que a situação é má", assim como "deixar claro que as coberturas de seguros não são excluídas por causa de uma situação de clima adverso". Permite também "prolongar e manter o que já estava [em vigor] antes dos ventos extremos, que é a tal prontidão máxima das forças", além de "justificar a atribuição de apoios, que vão ser dados nas próximas semanas, e o levantamento de danos causados desde o momento em que" foi declarada.

"As pessoas fiquem tranquilas. O sistema de proteção civil, o comando, a direção política, as mulheres e homens que foram para o terreno foram no momento certo, isto é, logo", garantiu, ao mesmo tempo que reconheceu que o "grito" das populações "é natural", mas "não significa que não tenha havido um esforço monumental".

Leitão Amaro apontou ainda que "não há nenhuma dependência de uma declaração de estado de calamidade para medidas relativas à circulação", quando questionado se as fatalidades que ocorreram poderiam ter sido evitadas.

"[Vila Franca de Xira] é fora da zona de passagem. A orientação para proibir [a circulação] nunca seria aplicada a Vila Franca de Xira, porque não estava na previsão e não foi onde passou aquele fenómeno mais extremo", disse, numa referência à morte de um homem naquela região, após a queda de uma árvore sobre o automóvel em que seguia.

Já quanto às mensagens enviadas à população pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o ministro indicou que "têm conteúdos que são os estritamente necessários para mostrar a gravidade […] da situação, o que é que deve fazer e onde é que pode consultar mais informação", uma vez que não devem "tranquilizar" ou causar alarme.

"Foi feito aquilo que deveria ter sido feito. Foi feito aquilo que mandam as boas práticas e aquilo que as lições do passado nos ensinaram", disse.

O governante complementou que estará no terreno com o comissão europeu Dan Joergensen, na sexta-feira, "para que ele veja com os seus próprios olhos a dimensão da tragédia, para mobilizar apoios para Portugal".

Governo em contacto com Comissão Europeia

Saliente-se que, conforme avançado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garantiu que a União Europeia (UE) "está pronta para apoiar a recuperação de Portugal".

"Falei com o primeiro-ministro Luís Montenegro para expressar a minha mais profunda solidariedade após o extremo impacto da depressão Kristin em Portugal. A perda de vidas humanas e a destruição de infraestruturas são devastadoras. A minha gratidão vai para as equipas que estão a trabalhar para garantir a segurança dos cidadãos e restabelecer o fornecimento de eletricidade", escreveu, na rede social X (Twitter).

E incluiu: "A UE está pronta para apoiar a recuperação de Portugal através dos nossos mais rápidos e eficazes mecanismos. O comissário Dan Joergensen chega esta noite a Portugal para colaborar com as autoridades, que continuam a avaliar a dimensão total dos danos."

Note-se também que a ANEPC contabilizou, até ao momento, cinco mortos e 8.160 ocorrências provocadas pela passagem da depressão Kristin, maioritariamente queda de árvores e de estruturas. As regiões mais afetadas são Lisboa, Oeste e Coimbra.

O Governo decretou, por isso, situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 do dia 1 de fevereiro em cerca de 60 municípios, número que pode vir a aumentar.

Leia Também: Calamidade? "Não só me informou, como teve a minha concordância"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2929046/calamidade-nao-colocou-aquela-maquina-ali-mais-tarde-ja-la-estava#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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