Espanhóis libertados pela Venezuela já estão com famílias (e há imagens)
- 09/01/2026
Os cinco cidadãos espanhóis que foram libertados da prisão na Venezuela chegaram, esta sexta-feira, a Madrid, Espanha, e já se reuniram com os familiares.
De acordo com a televisão espanhola Telecinco, o avião que transportava os cinco espanhóis aterrou no aeroporto Adolfo Suárez-Madrid Barajas, em Madrid, num voo proveniente de Bogotá, na Colômbia, pelas 14h00 locais (13h00 em Lisboa).
Os cidadãos espanhóis libertados são Andrés Martínez Adasme e José María, ambos do País Basco, Miguel Coreno, das Canárias, Ernesto Gorbe, de Valência, e Rocío San Miguel, que tem dupla nacionalidade: espanhola e venezuelana.
O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, destacou o regresso dos cidadãos a Espanha, considerando que "hoje é um dia feliz" para o país.
"Hoje é um dia feliz. Os cinco compatriotas libertados ontem na Venezuela já estão em Espanha", começou por referir numa publicação na rede social X.
"Vão, finalmente, conseguir reencontrar-se com as suas famíias e amigos. Espero vê-los em breve e desejo-lhes um rápido regresso à vida normal", escreveu.
Hoy es un día feliz.
— José Manuel Albares (@jmalbares) January 9, 2026
Ya están en España los 5 compatriotas liberados ayer en Venezuela.
Han podido reencontrarse, por fin, con sus familias y amigos. Espero poder verles pronto y les deseo que recobren la normalidad de sus vidas con rapidez.
Na quinta-feira, o governo espanhol congratulou-se com a "libertação em Caracas de cinco espanhóis, incluindo uma cidadã com dupla nacionalidade".
Antes, as autoridades da Venezuela tinham anunciado a libertação de um "número significativo" de presos, tanto venezuelanos como estrangeiros, num processo que já está a decorrer.
Trata-se de "um gesto unilateral para reforçar" a "decisão irredutível de consolidar a paz" no país e "a convivência pacífica", sem distinção de ideologia ou religião, disse o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, numa conferência de imprensa em Caracas, sem precisar o número de pessoas que vão ser libertadas.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, congratulou-se com a libertação dos cinco presos espanhóis na Venezuela, medida que classificou como "um passo necesário" para o diálogo e a reconciliação no país, numa mensagem nas redes sociais.
"Celebramos a libertação dos espanhóis que passaram mais de um ano detidos na Venezuela. É um ato de justiça e um passo necessário para impulsionar o diálogo e a reconciliação entre os venezuelanos", escreveu Sánchez.
O anúncio das autoridades da Venezuela ocorre cinco dias depois da operação militar dos EUA no país da América Latina, que levou à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores.
A 'número dois' do Governo de Maduro, Delcy Rodriguez - irmã do atual presidente do parlamento - foi entretanto investida como nova Presidente da Venezuela.
O balanço mais recente da organização não-governamental (ONG) Foro Penal, indica que há na Venezuela 863 presos políticos, incluindo 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou com dupla nacionalidade.
Pode ver as imagens do regresso dos cinco cidadãos espanhóis na rede














