Escorrência de inertes de minas não compromete abastecimento de água
- 30/01/2026
A garantia foi deixada hoje pelo presidente do Município da Covilhã, Hélio Fazendeiro, indicando que desde que se soube desta ocorrência, que aconteceu quinta-feira, a autarquia e a Águas da Covilhã (AdC) diligenciaram de imediato no sentido de garantir que a população não seria prejudicada.
A situação deveu-se ainda às consequências do mau tempo. O autarca reitera que "foram mobilizadas equipas de imediato para salvaguardar as captações de água que ali existem e que são usadas no abastecimento público".
Nesse sentido, "por prevenção, foi decidido suspender, temporariamente, a captação de água naquele afluente enquanto decorrem as análises para verificar se há algum tipo de contaminação", mas, para já, "o abastecimento público de água não foi comprometido".
O Município da Covilhã (distrito de Castelo Branco), a AdC (empresa que faz a distribuição em baixa) e a ICOVI - Infraestruturas e Concessões da Covilhã (empresa municipal que faz a distribuição em alta) já garantiram a continuidade do abastecimento, disponibilizando, caso venha a ser necessário "o fornecimento de água de qualidade com recurso a um camião-cisterna que abastecerá os reservatórios de distribuição".
A verificar-se necessário, esta operação será assegurada pelo Bombeiros Voluntários da Covilhã.
Desde a primeira hora "foram mobilizadas também as equipas do Serviço Municipal da Proteção Civil, do Serviço de Obras, que estão com a AdC e a ICOVI a monitorizar a situação e o risco ambiental, juntamente com a Beralt Tin & Wolfram, empresa extratora de volfrâmio e proprietária do terreno".
As amostras de água recolhidas e já analisadas revelam, "de acordo com os primeiros resultados, que o parâmetro da qualidade está garantido e não apontam para a existência de contaminação".
A monitorização da qualidade da água vai continuar a ser feita até ser reposta a normalidade da situação, o que se espera aconteça "no mais curto espaço de tempo", mas deixando um apelo à população para que "mantenham um uso racional da água".
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Leia Também: AO MINUTO: Vem aí semana "muito chuvosa"; Proteção Civil deixa avisos













