Enzo Maresca ameaça 'bater com a porta' no Chelsea
- 01/01/2026
O jornal britânico The Sun lança, esta quinta-feira, uma autêntica 'bomba', ao adiantar que Enzo Maresca estará a ponderar seriamente a possibilidade de vir a apresentar a demissão do comando técnico do Chelsea, depois de ter entrado em 'rota de colisão' com a direção liderada pelo empresário norte-americano Todd Boehly.
O treinador italiano, pode ler-se, aceita as elevadas expetativas por parte dos adeptos, que, desde a primeira passagem de José Mourinho (agora timoneiro do Benfica) por Stamford Bridge, entre 2004 e 2007, se habituaram a lutar por títulos. No entanto, não concorda com a pressão que os seus superiores têm vindo a colocar sobre si, sobretudo, tendo em conta que tem em mãos o plantel mais jovem de toda a Premier League.
O ex-Leicester City estava crente de que o facto de ter conquistado dois títulos (a Liga Conferência Europa e o Campeonato do Mundo de Clubes) lhe valeria um maior crédito junto da estrutura dos blues, e, consequentemente, uma palavra mais significativa no projeto desportivo. Algo que, no entanto, acabou por não acontecer.
Como resultado, a relação entre ambas as partes tem-se vindo a deteriorar, sendo que a 'gota de água' terá sido o facto de o co-proprietário do clube, Behdad Eghbali, se ter dirigido furiosamente para o balneário, na passada terça-feira, na sequência do empate a duas bolas concedido na receção ao Bournemouth.
Um resultado que, neste momento, vai deixando o Chelsea na quinta posição da Premier League (a última que dá acesso às competições europeias), com 30 pontos, tantos quanto o Manchester United, de Ruben Amorim, e menos 15 do que o líder, o Arsenal, algo que estará a gerar mal-estar, no seio do conjunto londrino.
"Foram as piores 48 horas por que passei, porque várias pessoas não nos apoiaram"
Este desenvolvimento surge pouco mais de duas semanas depois de Enzo Maresca se ter queixado, publicamente, de falta de apoio, na sequência do triunfo conquistado sobre o Everton, por 2-0, que colocou m ponto final num ciclo de quatro 'amargos de boca' consecutivos, perante Arsenal (empate a uma bola), Leeds United (derrota, por 3-1), Bournemouth (empate sem golos) e Atalanta (derrota, por 2-1).
"Foi um esforço por parte dos jogadores. O Reece [James] e o Malo [Gusto] são laterais, e, hoje, foram ambos médios. O esforço, a abertura de mente e a maneira como eles querem aprender tem sido fantástico, e essa é a razão pela qual eu elogio os jogadores, porque, com tantos problemas, estiveram muito bem, depois de uma semana complicada", começou por afirmar.
"Desde que cheguei ao clube, as últimas 48 horas foram as piores 48 horas por que passei, porque várias pessoas não nos apoiaram. Por isso, estou muito feliz pelo Malo, num momento no qual o esforço dele e do resto da equipa demonstra que estão todos cá e querem ajudar este clube", acrescentou.
Questionado pelos jornalistas quanto aos destinatários deste 'recado', o antigo timoneiro do Leicester City recusou, no entanto, concretizar: "Foram as piores 48 horas desde que cheguei ao clube, porque as pessoas não me apoiaram, nem à equipa (...). Eu adoro os adeptos, e estamos muito satisfeitos com eles".
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