Entrega do IRS à porta: É melhor em conjunto ou em separado?
- 18/02/2026
Os contribuintes têm de validar as faturas para efeitos do IRS até ao dia 2 de março, sendo que a entrega da declaração arranca, depois, em abril. No caso dos casais, compensa mais entregar em conjunto ou em separado? Depende de caso para caso.
"A tributação conjunta é, em regra, mais vantajosa quando um dos elementos do casal aufere rendimentos significativamente mais elevados do que o outro, ou quando um deles não tem qualquer rendimento", explica o portal de literacia financeira EI da Associação Mutualista Montepio.
Ora, a explicação deve-se a dois fatores: "O primeiro fator prende-se com a progressividade, por escalões de rendimento, das taxas do IRS. Nesta lógica de progressividade, as taxas crescem mais do que proporcionalmente à medida que se avança nos escalões, como mostra a tabela abaixo. O segundo fator tem que ver com a forma de cálculo do chamado rendimento coletável. É este rendimento que determina o escalão do IRS e as taxas a aplicar".
O mesmo portal explica que o "rendimento coletável obtém-se subtraindo ao rendimento bruto anual as deduções específicas aplicáveis e dividindo, depois, essa diferença pelo quociente familiar, em que cada cônjuge ou unido de facto vale um".
"Ora, é precisamente o quociente familiar que faz toda a diferença, pois, no caso da tributação conjunta, permite que o rendimento coletável seja dividido por dois, traduzindo-se, portanto, em menos IRS", pode ler-se naquele portal.
Outros fatores a ter em atenção
Deve sublinhar-se que, "embora, normalmente, compense entregar o IRS em conjunto quando existe maior disparidade de rendimentos entre os elementos do casal, há sempre que atender à situação concreta do agregado familiar".
"É necessário ter em conta, por exemplo, a natureza dos rendimentos obtidos. Os rendimentos não são todos tributados do mesmo modo. Existem rendimentos sujeitos a taxas especiais ou liberatórias, embora com opção pelo englobamento. Outros rendimentos são obrigatoriamente englobados. Portanto, não basta somar os rendimentos do casal", pode ler-se no portal Ei.
Mais: "Além disso, na tributação conjunta, se um dos elementos do casal optar por englobar uma determinada categoria de rendimentos (rendas, por exemplo), o outro terá de fazer o mesmo, se tiver esse tipo de rendimentos".
O melhor mesmo é simular
A conclusão, por isso, é que a "decisão de entregar o IRS em conjunto, ou em separado, deve sempre ser baseada em simulações prévias".
"Simule a entrega da declaração do IRS com a tributação conjunta e a tributação separada. Só assim poderá saber qual a modalidade mais vantajosa. Os minutos que “perde” a simular podem poupar-lhe centenas ou milhares de euros", recomenda o portal Ei.
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