Endesa lança plano de formação em Abrantes. Saiba para quem
- 23/01/2026
Criada em 2023 no âmbito do Plano Global de Formação associado ao encerramento da central a carvão do Pego, a Escola Rural visa promover novas oportunidades de emprego e apoiar a fixação de população na região abrangida pelo Projeto de Transição Justa (FTJ), disponibilizando cursos gratuitos e certificados dirigidos prioritariamente a ex-trabalhadores da central, residentes locais, desempregados e mulheres.
Fonte da multinacional indicou à Lusa que o projeto da Endesa para Abrantes, no distrito de Santarém, "está em curso e em fase de tramitação ambiental", adiantando que, até final de fevereiro, será apresentado o Plano Estratégico da empresa, ocasião em que, entre outros, será feito um ponto de situação do investimento previsto para o Pego.
O plano formativo para o primeiro semestre de 2026 mantém a aposta em três áreas estratégicas: energias renováveis, setor primário e capacitação transversal em gestão e tecnologia, com ações a decorrer em Abrantes, Gavião, Ponte de Sor, Chamusca e Crato.
Desde o seu lançamento, a Escola Rural já qualificou 707 formandos, tendo 43 conseguido emprego graças às competências adquiridas, segundo dados divulgados pela Endesa, num total de mais de 3.000 horas de formação ministradas.
Com o fecho da central a carvão do Pego, em novembro de 2021, a Endesa obteve em 2022 o direito de ligação à Rede Elétrica de Serviço Público (RESP) para instalar 365 MWp de energia solar e 264 MW eólica, com armazenamento de 168,6 MW e um eletrolisador de 500 kW para hidrogénio verde.
O projeto prevê 600 milhões de euros de investimento, 75 postos de trabalho permanentes e a reconversão profissional de 2.000 pessoas, priorizando os antigos trabalhadores da central e integrando a população local na estratégia de transição justa da região.
A Endesa é a maior elétrica espanhola e a segunda na distribuição de gás em Espanha.
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